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  • MINSA exige Prova de Vida aos candidatos do concurso público 2026

    MINSA exige Prova de Vida aos candidatos do concurso público 2026

    MINSA AVISA CANDIDATOS: PROVA DE VIDA SERÁ EXIGIDA NO DIA DA PROVA DO CONCURSO PÚBLICO 2026

    O Ministério da Saúde (MINSA) alerta os candidatos apurados para o concurso público de ingresso externo de 2026 sobre a necessidade de procederem à actualização e confirmação do Registo Eleitoral Oficioso, também designado por Prova de Vida.

    De acordo com um comunicado do MINSA, o procedimento deverá ser realizado sob coordenação do Ministério da Administração do Território (MAT). A orientação assume particular importância porque o comprovativo ou confirmação da actualização do Registo Eleitoral Oficioso será um dos documentos exigidos no momento da realização da prova.

    CANDIDATOS DEVEM PREPARAR A DOCUMENTAÇÃO

    Segundo a informação divulgada pelo MINSA, no dia da prova cada candidato deverá apresentar obrigatoriamente um conjunto de documentos para ter acesso ao exame.

    Entre os documentos exigidos estão a ficha de inscrição no concurso público de ingresso externo de 2026, o Bilhete de Identidade válido e o comprovativo ou confirmação da actualização do Registo Eleitoral Oficioso ou Prova de Vida.

    A exigência significa que os candidatos não devem concentrar a sua preparação apenas nos conteúdos da prova. A documentação necessária para o dia do exame também deve ser verificada antecipadamente.

    TRÊS DOCUMENTOS QUE O CANDIDATO DEVE TER EM ATENÇÃO

    O comunicado do MINSA destaca três elementos fundamentais:

    1. Ficha de inscrição no concurso

    O candidato deverá apresentar a ficha de inscrição correspondente ao concurso público de ingresso externo de 2026.

    2. Bilhete de Identidade válido

    O Bilhete de Identidade deverá estar válido e ser apresentado no momento da prova.

    3. Comprovativo ou confirmação da Prova de Vida

    O candidato deverá apresentar o comprovativo ou confirmação da actualização do Registo Eleitoral Oficioso, procedimento realizado sob coordenação do Ministério da Administração do Território.

    PROVA DE VIDA PASSA A SER UM PONTO DE ATENÇÃO PARA OS CANDIDATOS

    A orientação do MINSA coloca a actualização do Registo Eleitoral Oficioso entre os procedimentos que os candidatos devem tratar antes da realização da prova.

    Na prática, quem já foi apurado deve verificar a sua situação documental com antecedência, evitando deixar esta questão para os últimos momentos.

    O facto de o MINSA indicar que o comprovativo ou confirmação deverá ser apresentado no dia da prova torna importante que cada candidato confirme previamente se possui a documentação necessária.

    MINSA E MAT COORDENAM O PROCEDIMENTO

    O comunicado refere que a actualização e confirmação do Registo Eleitoral Oficioso será feita sob coordenação do Ministério da Administração do Território.

    Assim, os candidatos devem prestar atenção às orientações oficiais das entidades responsáveis e acompanhar as informações relacionadas com o concurso.

    É importante distinguir a preparação académica da preparação documental. Enquanto a primeira está relacionada com o estudo para a prova, a segunda diz respeito à documentação que permitirá ao candidato apresentar-se devidamente no local de exame.

    O QUE OS CANDIDATOS DEVEM FAZER

    Com base na orientação divulgada pelo MINSA, os candidatos apurados devem:

    • Confirmar a situação da sua actualização do Registo Eleitoral Oficioso;
    • Garantir que possuem o comprovativo ou confirmação da Prova de Vida;
    • Verificar se o Bilhete de Identidade está válido;
    • Guardar a ficha de inscrição do concurso público;
    • Conferir todos os documentos antes do dia da prova.

    Esta verificação antecipada pode evitar constrangimentos no momento de acesso ao exame.

    ATENÇÃO AO DIA DA PROVA

    O dia da prova será uma etapa decisiva para os candidatos apurados. Por isso, além de estudar, é recomendável organizar antecipadamente todos os documentos indicados pelo MINSA.

    A falta de um documento exigido pode transformar uma situação aparentemente simples num problema no momento da entrada para a prova. Por essa razão, os candidatos devem seguir rigorosamente as instruções constantes dos comunicados oficiais.

    O MINSA reforça, desta forma, a necessidade de os candidatos estarem devidamente preparados tanto do ponto de vista académico como documental.

    CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO EXTERNO 2026

    O concurso público de ingresso externo de 2026 tem mobilizado candidatos interessados em ingressar no sector da Saúde. Para os candidatos apurados, cada etapa do processo deve ser acompanhada com atenção, sobretudo quando envolve documentos obrigatórios.

    A recomendação agora divulgada pelo MINSA é clara: a actualização e confirmação do Registo Eleitoral Oficioso deve ser tratada antes da realização da prova, uma vez que o respectivo comprovativo ou confirmação deverá ser apresentado juntamente com a ficha de inscrição e o Bilhete de Identidade válido.

    Os candidatos devem, por isso, acompanhar exclusivamente as informações oficiais do MINSA e do MAT para eventuais orientações adicionais sobre o procedimento.

    CONCLUSÃO

    A preparação para o concurso público de ingresso externo de 2026 não termina com o estudo para a prova.

    De acordo com o comunicado do MINSA, os candidatos apurados deverão apresentar, no dia do exame, a ficha de inscrição, o Bilhete de Identidade válido e o comprovativo ou confirmação da actualização do Registo Eleitoral Oficioso ou Prova de Vida.

    A orientação deve ser encarada com atenção por todos os candidatos apurados, uma vez que a documentação faz parte das exigências para o dia da prova.

  • LeBron James em Angola: os momentos que estão a marcar a primeira visita do astro da NBA ao país

    LeBron James em Angola: os momentos que estão a marcar a primeira visita do astro da NBA ao país

    Por João Bartolomeu Callawey — Investigador independente da cultura linguística angolana e comunicação digital

    LeBron James está em Angola para uma visita que vai muito além do basquetebol.

    O astro norte-americano da NBA desloca-se a Luanda nos dias 12 e 13 de setembro de 2026, no âmbito do E1 Luanda Grand Prix 2026, competição internacional de barcos eléctricos que realiza pela primeira vez uma etapa em Angola. A própria organização da E1 confirmou que o jogador e proprietário da Team AlUla é esperado em Luanda para acompanhar a sua equipa.

    A chegada de uma das figuras mais conhecidas do desporto mundial coloca Angola no centro das atenções internacionais, mas existe uma dimensão particularmente interessante nesta visita: LeBron James não está apenas a chegar a uma cidade africana para assistir a uma competição desportiva. Está a chegar a um país com uma profunda ligação histórica à diáspora africana nas Américas.

    E é precisamente aí que a visita começa a ganhar outro significado.

    LeBron James chega a Angola pela primeira vez

    Esta é a primeira visita de LeBron James a Angola e, segundo o Ministério do Turismo, também a sua primeira visita ao continente africano. O programa anunciado está ligado ao E1 Luanda Grand Prix, que decorre nos dias 12 e 13 de setembro.

    A presença do jogador está directamente relacionada com a Team AlUla, equipa da E1 que tem LeBron James como proprietário.

    Antes da chegada, o próprio LeBron manifestou publicamente entusiasmo pela viagem e pelo apoio à sua equipa. A E1 divulgou a mensagem do astro da NBA, na qual afirma que mal pode esperar para chegar a Angola e acompanhar a Team AlUla na competição.

    LeBron James em Angola: os momentos que estão a marcar a primeira visita do astro da NBA ao país

    É uma frase simples, mas que ajudou a transformar uma etapa de uma competição de barcos eléctricos num acontecimento com enorme atenção internacional.

    Da NBA para as águas de Luanda

    LeBron James é mundialmente associado ao basquetebol. Em Angola, porém, a sua presença acontece num cenário completamente diferente.

    O motivo oficial da visita é o E1 Luanda Grand Prix 2026, quinta ronda do campeonato mundial de barcos eléctricos E1.

    A prova acontece no Yacht Club de Luanda e representa a primeira passagem do campeonato pela África Austral. A organização apresenta Luanda como uma cidade com forte tradição marítima e uma posição estratégica na costa africana.

    Assim, durante dois dias, o nome de LeBron James estará associado não apenas ao basquetebol, mas também a uma modalidade que junta competição, tecnologia, inovação e mobilidade eléctrica.

    A equipa de LeBron James também chega sob pressão

    A presença de LeBron em Luanda não será apenas simbólica.

    A Team AlUla championed by LeBron James chega à etapa angolana na terceira posição do campeonato, com 75 pontos, atrás da Westbrook Racing by Visit Angola, que soma 110 pontos, e da Team Brady, líder com 119 pontos.

    Isso significa que a corrida em Luanda poderá ter consequências importantes para a classificação.

    A equipa é formada pelos pilotos Nerea Martí e Rusty Wyatt, que têm sido responsáveis pela representação da formação nas provas anteriores.

    Para LeBron, portanto, a passagem por Luanda também terá uma componente competitiva: acompanhar de perto uma equipa da qual é proprietário.

    Mas existe outro lado da visita: a história de Angola

    É aqui que a presença de LeBron James ganha uma dimensão diferente.

    O Ministério do Turismo de Angola destacou que a visita deve ser entendida também no contexto da ligação histórica entre Angola e a diáspora africana.

    Durante séculos, o território que hoje corresponde a Angola esteve ligado às rotas do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Milhões de pessoas foram retiradas de África e transportadas para as Américas, criando uma ligação histórica profunda entre diferentes comunidades africanas e afrodescendentes.

    LeBron James, enquanto uma das figuras afro-americanas mais conhecidas do mundo, representa precisamente uma parte contemporânea dessa diáspora.

    Por isso, a sua chegada a Angola carrega um simbolismo que ultrapassa o desporto.

    Turismo de memória entra em cena

    O Governo angolano está a associar a visita ao conceito de Turismo de Memória, uma abordagem que procura valorizar lugares relacionados com acontecimentos históricos e com a memória colectiva.

    Entre os espaços destacados pelas autoridades estão o Museu Nacional da Escravatura, em Luanda, e o conjunto histórico de Massangano, localizado junto ao rio Kwanza.

    No entanto, é importante fazer uma distinção: a divulgação oficial apresenta estes locais como parte do contexto histórico e turístico da visita, mas não confirma que LeBron James tenha efectivamente visitado cada um deles.

    Essa diferença é importante para evitar que expectativa, programação turística e acontecimentos efectivamente realizados sejam confundidos.

    Angola quer mostrar mais do que o futebol e o basquetebol

    A visita acontece num momento em que Angola procura projectar internacionalmente diferentes dimensões do país.

    O E1 Luanda Grand Prix junta três elementos com forte potencial de comunicação internacional: desporto, tecnologia e turismo.

    A presença de uma personalidade global como LeBron James acrescenta uma quarta dimensão: a cultura mediática.

    Uma fotografia de LeBron em Luanda, uma declaração sobre Angola ou simplesmente a sua presença num evento na Baía de Luanda pode alcançar milhões de pessoas através das redes sociais e dos meios de comunicação internacionais.

    É precisamente essa capacidade de gerar atenção que transforma a visita num acontecimento de interesse turístico e comunicacional.

    LeBron também está a descobrir uma Angola diferente daquela que aparece no imaginário internacional

    Existe ainda uma dimensão cultural que merece atenção.

    Para muitos norte-americanos e para parte do público internacional, Angola continua a ser um país pouco conhecido.

    A chegada de LeBron pode contribuir para mudar essa percepção.

    A gastronomia, a música, a paisagem marítima de Luanda, a história, a arquitectura, a vida urbana e a diversidade cultural angolana passam a ter uma oportunidade de aparecer no mesmo espaço mediático ocupado por uma das maiores estrelas do desporto mundial.

    Não significa que uma única visita possa redefinir a imagem internacional de Angola.

    Mas significa que uma personalidade com a dimensão global de LeBron James pode funcionar como uma poderosa janela para apresentar o país a novos públicos.

    E1 coloca Luanda no calendário mundial

    A etapa angolana não é um evento isolado.

    O calendário oficial da E1 inclui cidades como Jeddah, Lake Como, Dubrovnik, Monaco, Luanda e Miami. Luanda é a quinta ronda da temporada de 2026, marcada para 12 e 13 de setembro.

    A presença de Angola nesse calendário coloca a capital angolana ao lado de destinos internacionalmente reconhecidos.

    E existe ainda um detalhe importante: a organização classifica a prova de Luanda como a primeira visita do campeonato à África Austral.

    Isso transforma o evento numa oportunidade de posicionamento internacional para a cidade.

    LeBron James e Will Smith: duas estrelas ligadas a Angola através da E1

    LeBron não é a única celebridade norte-americana associada à competição.

    A E1 também conta com a Westbrook Racing by Visit Angola, equipa associada ao actor Will Smith, que aparece actualmente na segunda posição do campeonato, com 110 pontos.

    A coincidência cria uma situação particularmente interessante para Angola: duas grandes figuras do entretenimento norte-americano estão ligadas a equipas que competem na mesma competição internacional.

    A diferença é que, desta vez, a competição chega fisicamente a Luanda.

    A corrida que pode colocar Angola no centro das atenções

    A etapa de Luanda não será apenas uma corrida.

    Para os pilotos, haverá pontos importantes em disputa.

    Para a E1, será a estreia em Angola.

    Para o turismo, será uma oportunidade de exposição internacional.

    E para o público angolano, será a oportunidade de acompanhar presencialmente uma competição internacional que normalmente acontece em destinos como Monaco, Lake Como ou Dubrovnik.

    No meio de tudo isso estará LeBron James.

    O que ainda falta descobrir?

    Uma das partes mais interessantes da visita será precisamente aquilo que ainda não aconteceu.

    Será que LeBron James terá contacto com a gastronomia angolana?

    Será que conhecerá algum espaço histórico?

    Terá contacto com artistas, atletas ou figuras públicas angolanas?

    Visitará algum ponto turístico fora do programa principal do E1?

    Estas perguntas despertam curiosidade, mas devem continuar a ser tratadas como possibilidades até existirem confirmações oficiais.

    O que já está confirmado é a sua presença em Luanda para acompanhar a Team AlUla no E1 Luanda Grand Prix, nos dias 12 e 13 de setembro.

    Uma visita que pode ficar na memória

    LeBron James já construiu uma carreira que ultrapassa o basquetebol.

    É atleta, empresário, investidor e proprietário de equipas e projectos desportivos.

    Agora, Angola entra no seu percurso.

    E há uma particularidade que torna esta visita especialmente simbólica: trata-se da primeira vez que o astro visita Angola e, segundo as autoridades angolanas, a sua primeira passagem pelo continente africano.

    A coincidência entre a sua ligação à diáspora africana, a história de Angola e a realização de um grande evento internacional em Luanda cria uma narrativa que vai muito além da competição.

    Por dois dias, LeBron James estará em Angola para acompanhar uma corrida de barcos eléctricos, mas a sua presença poderá fazer com que milhões de pessoas, que talvez nunca tenham prestado atenção ao país, olhem para Luanda de outra maneira.

    E talvez seja essa uma das maiores corridas que Angola está a disputar neste fim de semana: a corrida pela atenção internacional.

    LeBron James em Angola: principais pontos

    • Primeira visita de LeBron James a Angola.
    • Primeira visita ao continente africano, segundo o Ministério do Turismo.
    • Presença prevista em Luanda nos dias 12 e 13 de setembro de 2026.
    • Motivo principal: acompanhar a Team AlUla no E1 Luanda Grand Prix.
    • LeBron James é proprietário da Team AlUla.
    • A competição acontece no Yacht Club de Luanda.
    • Luanda recebe a quinta ronda do campeonato E1 de 2026.
    • A Team AlUla entra na etapa angolana na terceira posição, com 75 pontos.
    • A visita também é apresentada pelas autoridades como uma oportunidade para promover o turismo de memória e a ligação histórica entre Angola e a diáspora africana.

    Perguntas frequentes

    LeBron James está em Angola?
    A visita está confirmada para os dias 12 e 13 de setembro de 2026, em Luanda, para acompanhar a Team AlUla no E1 Luanda Grand Prix.

    Por que LeBron James vai a Angola?
    O principal motivo é acompanhar a sua equipa, Team AlUla, durante a etapa de Luanda do campeonato mundial E1 de barcos eléctricos.

    É a primeira vez que LeBron James visita Angola?
    Sim. As informações divulgadas pelo Ministério do Turismo apresentam a passagem por Angola como a primeira visita do astro ao país e ao continente africano.

    LeBron James é dono de uma equipa da E1?
    Sim. A Team AlUla é apresentada oficialmente pela E1 como uma equipa liderada por LeBron James enquanto proprietário.

    Onde acontece o E1 Luanda Grand Prix 2026?
    A etapa acontece no Yacht Club de Luanda, nos dias 12 e 13 de setembro.

    LeBron James já visitou o Museu Nacional da Escravatura?
    Até ao momento, não encontrei confirmação oficial de que essa visita tenha acontecido. O Ministério do Turismo menciona o Museu Nacional da Escravatura e Massangano como elementos do contexto do turismo de memória associado à passagem do jogador por Angola.

  • Abrir uma universidade em Angola já custa 4,6 milhões Kz

    Abrir uma universidade em Angola já custa 4,6 milhões Kz

    Abrir uma universidade em Angola já custa 4,6 milhões Kz

    Por João Bartolomeu Callawey — Investigador independente da cultura linguística angolana e comunicação digital

    Abrir uma universidade em Angola passa a estar sujeito ao pagamento de 4.684.114,16 Kz, de acordo com o novo Regime Jurídico das Taxas e Emolumentos do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), aprovado pelo Decreto Executivo Conjunto n.º 9/26.

    A medida estabelece novos valores para diferentes actos relacionados com a criação, licenciamento, expansão e funcionamento das instituições de ensino superior no país.

    Entre os valores definidos, a abertura de uma universidade destaca-se pelo montante superior a 4,6 milhões de kwanzas, enquanto outros modelos de instituições de ensino superior ficam sujeitos a taxas diferentes.

    Quanto custa criar uma instituição de ensino superior em Angola?

    Segundo os valores apresentados no novo regime, o processo de licenciamento varia de acordo com a natureza da instituição.

    Para a abertura de uma universidade, a taxa é de 4.684.114,16 Kz.

    Já o licenciamento de um Instituto Superior Politécnico passa a custar 3.884.114,16 Kz.

    No caso de uma Escola Superior ou Academia de Altos Estudos, o valor estabelecido é de 2.284.114,16 Kz.

    Além das taxas relacionadas com a criação da própria instituição, existem ainda valores aplicáveis à criação de novos cursos e outras alterações estruturais.

    Criar um curso também terá uma taxa própria

    A criação de cada curso de Licenciatura, Especialização, Mestrado ou Doutoramento passa a estar sujeita ao pagamento de 1.775.078,97 Kz.

    Ou seja, uma instituição que pretenda criar novos cursos terá de considerar, para além dos custos associados à sua própria instalação e licenciamento, as taxas correspondentes a cada nova formação submetida ao processo.

    A medida coloca um novo elemento financeiro nos processos de expansão das instituições de ensino superior em Angola.

    Novos polos e reformas curriculares

    O novo regime contempla igualmente outras operações relacionadas com o desenvolvimento das instituições.

    A criação de um novo polo ou unidade orgânica terá um custo de 1.266.644,29 Kz.

    O mesmo valor, 1.266.644,29 Kz, será aplicado à reforma curricular.

    Desta forma, diferentes alterações na estrutura ou na oferta formativa das instituições passam a estar enquadradas por uma tabela específica de taxas e emolumentos.

    Pagamentos através da Conta Única do Tesouro

    Os pagamentos previstos no novo regime deverão ser efectuados à Conta Única do Tesouro (CUT), através da RUPE.

    Está igualmente prevista a possibilidade de os pagamentos serem realizados de forma faseada, desde que o período de pagamento não ultrapasse 60 dias.

    A possibilidade de faseamento poderá permitir que determinadas instituições organizem os pagamentos dentro do prazo estabelecido, em vez de terem de suportar necessariamente todo o valor de uma só vez.

    Como será distribuída a receita?

    De acordo com os dados divulgados, do valor arrecadado através destas taxas, 60% revertem para o MESCTI e 40% para a Conta Única do Tesouro.

    As receitas deverão ser utilizadas no financiamento de diferentes actividades ligadas ao sector do ensino superior.

    Entre as finalidades indicadas estão o financiamento de vistorias e fiscalização, a modernização digital, a formação de técnicos e o acompanhamento das instituições de ensino superior.

    A lógica apresentada é, portanto, associar a cobrança das taxas ao financiamento de mecanismos de acompanhamento, fiscalização e modernização do sector.

    Os valores podem voltar a mudar

    Outro aspecto previsto no novo regime é a possibilidade de actualização dos valores.

    As taxas poderão ser actualizadas até duas vezes por ano, tendo em consideração a evolução dos preços e outros factores económicos e sociais.

    Isso significa que os valores actualmente definidos não devem necessariamente ser encarados como permanentes, podendo sofrer alterações futuras de acordo com os critérios estabelecidos no regime.

    O que muda para quem pretende investir no ensino superior?

    Para os promotores interessados em criar instituições de ensino superior em Angola, os novos valores representam mais uma componente financeira a considerar no planeamento de um projecto desta natureza.

    Abrir uma universidade não envolve apenas a existência de instalações, equipamentos, docentes, projectos pedagógicos e condições administrativas. O processo passa também a estar associado a taxas específicas para diferentes actos administrativos e académicos.

    A dimensão dos valores também chama a atenção para a diferença existente entre os vários tipos de instituições.

    Uma universidade fica sujeita a uma taxa de 4.684.114,16 Kz, enquanto um Instituto Superior Politécnico terá uma taxa de 3.884.114,16 Kz e uma Escola Superior ou Academia de Altos Estudos terá uma taxa de 2.284.114,16 Kz.

    Ao mesmo tempo, a criação de um curso acrescenta 1.775.078,97 Kz ao processo.

    Um novo capítulo na regulação do ensino superior

    A definição de taxas e emolumentos para diferentes procedimentos faz parte do processo de organização administrativa do ensino superior.

    No entanto, os valores acabam também por ter impacto directo sobre quem pretende entrar ou expandir-se neste sector, sobretudo quando se considera que a criação de uma instituição exige vários outros investimentos para além das taxas administrativas.

    O novo regime estabelece, assim, uma referência financeira para diversos procedimentos relacionados com o ensino superior em Angola.

    Para os cidadãos, investidores, promotores de instituições e responsáveis académicos, conhecer estes valores torna-se importante antes de iniciar qualquer processo de criação, expansão ou alteração de uma instituição ou curso.

    Principais valores em destaque

    • Universidade: 4.684.114,16 Kz
    • Instituto Superior Politécnico: 3.884.114,16 Kz
    • Escola Superior ou Academia de Altos Estudos: 2.284.114,16 Kz
    • Criação de curso de Licenciatura, Especialização, Mestrado ou Doutoramento: 1.775.078,97 Kz
    • Criação de novo polo ou unidade orgânica: 1.266.644,29 Kz
    • Reforma curricular: 1.266.644,29 Kz

    Os pagamentos são efectuados através da RUPE, para a Conta Única do Tesouro, estando previsto o seu eventual faseamento num período máximo de 60 dias.

    FAQ — Taxas para abrir universidades em Angola

    1. Quanto custa abrir uma universidade em Angola?
    Segundo os dados apresentados, a abertura de uma universidade está sujeita ao pagamento de 4.684.114,16 Kz.

    2. Quanto custa licenciar um Instituto Superior Politécnico?
    O licenciamento de um Instituto Superior Politécnico custa 3.884.114,16 Kz.

    3. Quanto custa criar uma Escola Superior ou Academia de Altos Estudos?
    A taxa indicada é de 2.284.114,16 Kz.

    4. Quanto custa criar um novo curso superior?
    A criação de cada curso de Licenciatura, Especialização, Mestrado ou Doutoramento custa 1.775.078,97 Kz.

    5. Quanto custa criar um novo polo ou unidade orgânica?
    A criação de um novo polo ou unidade orgânica tem uma taxa de 1.266.644,29 Kz.

    6. Quanto custa uma reforma curricular?
    A reforma curricular está sujeita a uma taxa de 1.266.644,29 Kz.

    7. Onde são efectuados os pagamentos?
    Os pagamentos são efectuados à Conta Única do Tesouro (CUT), através da RUPE.

    8. É possível pagar as taxas de forma faseada?
    Sim. Segundo os dados apresentados, os pagamentos podem ser faseados, desde que o processo seja concluído num período máximo de 60 dias.

    9. Como é distribuído o valor arrecadado?
    Dos valores arrecadados, 60% revertem para o MESCTI e 40% para a Conta Única do Tesouro.

    10. Para que servem as receitas das taxas?
    As receitas destinam-se, entre outras finalidades, ao financiamento de vistorias, fiscalização, modernização digital, formação de técnicos e acompanhamento das instituições de ensino superior.

    11. Os valores das taxas são definitivos?
    Não necessariamente. Os valores poderão ser actualizados até duas vezes por ano, tendo em conta a evolução dos preços e factores económicos e sociais.

    12. Qual é o diploma que estabelece estas taxas?
    Os valores são apresentados como fazendo parte do novo Regime Jurídico das Taxas e Emolumentos do MESCTI, aprovado pelo Decreto Executivo Conjunto n.º 9/26.

  • ENDE anuncia interrupção do fornecimento de energia eléctrica em cinco municípios de Malanje

    ENDE anuncia interrupção do fornecimento de energia eléctrica em cinco municípios de Malanje

    ENDE anuncia interrupção do fornecimento de energia eléctrica em cinco municípios de Malanje

    Malanje — 12 de Setembro de 2026. A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE-EP) anunciou uma interrupção temporária do fornecimento normal de energia eléctrica em cinco municípios da província de Malanje, este sábado, 12 de Setembro.

    De acordo com um comunicado de imprensa emitido pelo Centro de Distribuição Malanje da ENDE-EP, a interrupção está prevista para ocorrer entre as 06h00 e as 15h00, abrangendo, em toda a sua extensão, os municípios de Malanje, Cacuso, Calandula, Quessua e Cangandala.

    A medida está relacionada com a realização de trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso, intervenção que se encontra sob responsabilidade da Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT).

    Interrupção de energia eléctrica afecta cinco municípios

    Segundo a informação divulgada pela ENDE-EP, os trabalhos programados terão impacto directo no fornecimento de energia eléctrica nos cinco municípios abrangidos.

    A interrupção deverá ocorrer durante o período definido pela empresa, entre as 06h00 e as 15h00 de sábado, 12 de Setembro. Durante esse intervalo, os clientes e a população das zonas abrangidas poderão ficar temporariamente sem energia eléctrica.

    Os municípios indicados no comunicado são:

    • Malanje;
    • Cacuso;
    • Calandula;
    • Quessua;
    • Cangandala.

    A ENDE esclarece que a intervenção está associada a trabalhos de manutenção correctiva numa linha de alta tensão considerada importante para o fornecimento de electricidade naquela região.

    Manutenção na Linha Capanda–Cacuso

    A interrupção programada está ligada à Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso, onde serão realizados trabalhos de manutenção correctiva sob responsabilidade da RNT.

    A manutenção de infra-estruturas eléctricas exige, em determinadas situações, a interrupção temporária do fornecimento como medida operacional e de segurança. Neste caso, a ENDE comunicou antecipadamente os municípios que deverão ser afectados e o período previsto para a intervenção.

    De acordo com a empresa, estas acções fazem parte dos trabalhos destinados a contribuir para a melhoria da qualidade e da fiabilidade da distribuição de energia eléctrica.

    A interrupção, portanto, é apresentada pela ENDE como uma operação de manutenção e não como uma falha inesperada no sistema de distribuição.

    Que municípios de Malanje serão afectados?

    A informação divulgada pela ENDE é clara quanto às áreas abrangidas pela interrupção.

    O município de Malanje, capital da província, está incluído na lista, juntamente com Cacuso, Calandula, Quessua e Cangandala.

    A empresa indica que os cinco municípios serão afectados em toda a extensão, o que significa que a interrupção comunicada não se limita, segundo o aviso, a uma zona ou bairro específico dentro desses municípios.

    Por essa razão, os consumidores de energia eléctrica abrangidos pelo comunicado devem estar preparados para a interrupção durante o período indicado.

    Horário previsto para a interrupção

    O fornecimento normal de energia eléctrica deverá ser interrompido entre as:

    06h00 e as 15h00 de 12 de Setembro de 2026.

    Assim, a previsão divulgada pela ENDE aponta para um período de aproximadamente nove horas de intervenção.

    Durante esse intervalo, a população deve ter em consideração a possibilidade de indisponibilidade de energia eléctrica e organizar previamente actividades que dependam do fornecimento da rede pública.

    É igualmente importante que os consumidores observem as recomendações de segurança divulgadas pela empresa durante o período dos trabalhos.

    ENDE apela à compreensão da população

    A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade apela à compreensão dos seus clientes e da população em geral pelos eventuais transtornos provocados pela interrupção.

    A empresa justifica a operação com a necessidade de realizar trabalhos de manutenção correctiva na infra-estrutura eléctrica.

    Segundo o comunicado, as intervenções enquadram-se nas acções destinadas a melhorar a qualidade e a fiabilidade da distribuição de energia eléctrica.

    Para os consumidores afectados, a interrupção poderá representar dificuldades temporárias nas actividades domésticas, comerciais e profissionais que dependem directamente da electricidade.

    Ainda assim, a ENDE considera importante realizar a intervenção para a manutenção da rede e para as condições de funcionamento do sistema eléctrico.

    ENDE deixa alerta de segurança durante os trabalhos

    Além de informar sobre a interrupção, a ENDE-EP deixou uma recomendação de segurança dirigida à população.

    A empresa alerta que, durante o período de intervenção, as instalações eléctricas devem ser consideradas como se estivessem sob tensão.

    Esta recomendação significa que a população deve evitar qualquer intervenção ou contacto com instalações eléctricas durante os trabalhos, mesmo que aparentemente não exista fornecimento de energia.

    A ausência temporária de electricidade não deve ser interpretada como garantia de que uma instalação esteja desligada ou sem risco eléctrico.

    Por isso, a orientação da ENDE é que sejam observadas todas as medidas de segurança durante o período da operação.

    Contacto da ENDE para esclarecimentos

    Para esclarecimentos adicionais relacionados com a interrupção ou com os serviços da empresa, a ENDE disponibiliza o seu Contact Center através do número 923 166 850.

    Os clientes também podem recorrer ao portal oficial da empresa para obter informações adicionais.

    A disponibilização destes canais permite que os consumidores possam procurar esclarecimentos directamente junto da entidade responsável pela distribuição de energia eléctrica.

    Comunicado foi emitido em Malanje

    O comunicado de imprensa foi emitido pelo Centro de Distribuição Malanje da ENDE-EP, em Malanje, no dia 11 de Setembro de 2026.

    O documento está assinado pelo director do centro, José Manuel João Borges.

    A informação divulgada pela empresa estabelece, desta forma, o período previsto para a interrupção, identifica os municípios abrangidos e apresenta as razões relacionadas com a intervenção na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso.

    O que os consumidores devem saber

    Para os consumidores dos municípios abrangidos, os principais dados do aviso podem ser resumidos da seguinte forma:

    Data: 12 de Setembro de 2026
    Horário: das 06h00 às 15h00
    Província: Malanje
    Municípios abrangidos: Malanje, Cacuso, Calandula, Quessua e Cangandala
    Motivo: trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso
    Responsabilidade da intervenção: RNT
    Entidade distribuidora: ENDE-EP
    Contact Center: 923 166 850

    A ENDE recomenda ainda que sejam cumpridas as medidas de segurança durante o período da intervenção, uma vez que as instalações eléctricas devem ser consideradas como estando sob tensão.

    Interrupção programada de energia em Malanje

    A interrupção anunciada pela ENDE-EP coloca cinco municípios da província de Malanje perante uma paragem temporária do fornecimento normal de energia eléctrica.

    A intervenção está programada para este sábado, 12 de Setembro, entre as 06h00 e as 15h00, e está associada aos trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso.

    Para a população afectada, o principal ponto de atenção é o cumprimento do horário comunicado e das recomendações de segurança.

    A ENDE justifica a operação como parte das acções destinadas a melhorar a qualidade e a fiabilidade da distribuição de energia eléctrica, apelando à compreensão dos clientes pelos eventuais transtornos resultantes dos trabalhos.

    Perguntas frequentes sobre a interrupção de energia eléctrica em Malanje

    1. Quando será interrompido o fornecimento de energia eléctrica em Malanje?

    Segundo a ENDE-EP, a interrupção está prevista para 12 de Setembro de 2026, entre as 06h00 e as 15h00.

    2. Porque será interrompida a energia eléctrica?

    A interrupção deve-se à realização de trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso, sob responsabilidade da RNT.

    3. Quais são os municípios afectados pela interrupção?

    A interrupção deverá abranger, em toda a extensão, os municípios de Malanje, Cacuso, Calandula, Quessua e Cangandala.

    4. A cidade de Malanje será afectada?

    Sim. O município de Malanje consta da lista das áreas abrangidas pelo aviso da ENDE-EP.

    5. Durante quanto tempo poderá faltar a energia?

    O período anunciado pela ENDE é das 06h00 às 15h00, correspondendo ao horário previsto para a intervenção.

    6. A interrupção é uma avaria?

    Não. De acordo com o comunicado, trata-se de uma interrupção programada para permitir trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso.

    7. Quem está responsável pelos trabalhos na linha?

    Os trabalhos de manutenção correctiva na Linha de Alta Tensão Capanda–Cacuso estão sob responsabilidade da RNT — Rede Nacional de Transporte de Electricidade.

    8. A ENDE pediu a compreensão da população?

    Sim. A ENDE-EP apelou à compreensão dos clientes e da população pelos possíveis transtornos provocados pela interrupção temporária do fornecimento.

    9. Existe algum alerta de segurança durante os trabalhos?

    Sim. A ENDE alerta que, durante o período da intervenção, as instalações eléctricas devem ser consideradas como se estivessem sob tensão. A população deve, por isso, observar todas as medidas de segurança.

    10. Qual é o contacto da ENDE para esclarecimentos?

    Para esclarecimentos adicionais, a ENDE disponibiliza o Contact Center 923 166 850, além do seu portal oficial.

    11. Qual é o objectivo da manutenção?

    Segundo a ENDE-EP, os trabalhos fazem parte das acções destinadas a melhorar a qualidade e a fiabilidade da distribuição de energia eléctrica.

    12. Quem emitiu o comunicado sobre a interrupção?

    O comunicado foi emitido pelo Centro de Distribuição Malanje da ENDE-EP, em Malanje, aos 11 de Setembro de 2026, e está assinado pelo director do centro, José Manuel João Borges.

    13. A interrupção vai afectar todos os bairros dos municípios indicados?

    O comunicado informa que os cinco municípios serão afectados em toda a extensão. A ENDE não apresenta, no aviso fornecido, uma divisão por bairros ou zonas específicas.

    14. O fornecimento poderá ser restabelecido antes das 15h00?

    O comunicado estabelece as 06h00 às 15h00 como período previsto para a interrupção. Qualquer alteração ao horário dependerá do andamento dos trabalhos e das informações posteriormente divulgadas pela entidade responsável.

    Fonte: Comunicado de imprensa do Centro de Distribuição Malanje da ENDE-EP, emitido em Malanje, aos 11 de Setembro de 2026.

  • ONU aprova novo mapa-múndi: África aparece com o tamanho que realmente tem

    ONU aprova novo mapa-múndi: África aparece com o tamanho que realmente tem


    ONU aprova novo mapa-múndi e propõe uma representação mais fiel do tamanho dos continentes

    Durante séculos, milhões de pessoas aprenderam geografia através de uma imagem do mundo que, embora extremamente útil para determinados fins, não representa com precisão o tamanho relativo dos continentes.

    Agora, essa realidade está a mudar.

    A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, a 4 de Setembro de 2026, uma resolução destinada a promover uma representação cartográfica mais fiel das dimensões dos continentes, com destaque para África.

    A proposta apoia a utilização da projecção Equal Earth, conhecida em português como Terra Igual, em alternativa à tradicional projecção de Mercator para determinadas utilizações educativas, institucionais e de comunicação. A votação terminou com 164 países a favor, seis abstenções e apenas um voto contra, dos Estados Unidos.

    A iniciativa foi liderada pelo Togo, com o apoio de países africanos e da União Africana, numa tentativa de corrigir aquilo que os promotores consideram ser uma representação desproporcional de várias regiões do mundo, sobretudo de África.

    Mas o assunto vai muito além de trocar uma imagem por outra.

    A questão central é outra:

    Será que o mapa que aprendemos a considerar normal também influenciou a forma como imaginamos o tamanho e a importância das diferentes regiões do planeta?


    O mapa que conhecemos não mostra o mundo exactamente como ele é

    Para compreender a decisão das Nações Unidas, é necessário voltar ao mapa que se tornou familiar em escolas, livros, atlas e diferentes plataformas digitais.

    Trata-se da projecção de Mercator, desenvolvida pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator no século XVI.

    A projecção foi criada num contexto em que a navegação marítima exigia determinadas características cartográficas. A sua grande vantagem estava relacionada com a representação das direcções e dos ângulos, algo extremamente importante para a navegação.

    O problema aparece quando esse tipo de representação é utilizado para comparar visualmente o tamanho dos continentes.

    Ao transformar a superfície curva da Terra numa superfície plana, qualquer mapa-múndi terá algum tipo de distorção. Não existe uma forma de representar uma esfera numa folha plana sem alterar pelo menos uma característica, como área, forma, distância ou direcção.

    Na projecção de Mercator, as distorções aumentam à medida que nos aproximamos dos polos.

    Isso faz com que determinadas regiões pareçam muito maiores do que são na realidade.


    África é muito maior do que parece em muitos mapas

    É aqui que a discussão ganha uma dimensão particularmente importante para África.

    Em muitos mapas baseados na projecção de Mercator, o continente africano parece visualmente próximo do tamanho da Groenlândia.

    Mas a realidade é completamente diferente.

    África é cerca de 14 vezes maior do que a Groenlândia.

    Quando colocamos lado a lado diferentes projecções cartográficas, a diferença torna-se evidente.

    A Groenlândia parece enorme no mapa de Mercator porque está localizada numa latitude elevada, enquanto grande parte de África está próxima do Equador.

    A projecção amplia visualmente as áreas que se encontram próximas dos polos.

    Assim, aquilo que o olho humano interpreta como uma comparação directa de territórios não corresponde à verdadeira proporção das áreas.

    E este é precisamente um dos pontos que está no centro da campanha que levou à resolução da ONU.


    O que é a projecção Equal Earth?

    A Equal Earth é uma projecção cartográfica concebida para representar as áreas dos continentes de forma proporcionalmente mais fiel.

    Ao contrário de uma projecção criada prioritariamente para navegação, o objectivo deste modelo é permitir uma comparação mais justa das áreas terrestres.

    Quando África é representada através da Equal Earth, a sua dimensão visual aproxima-se muito mais da sua verdadeira área.

    O mesmo acontece com outras regiões que também sofrem distorções significativas em determinadas representações do planeta.

    A América do Sul e partes da Ásia, por exemplo, também ganham uma representação visual mais proporcional.

    É importante, contudo, compreender que “mais preciso” não significa “perfeito”.

    A Terra continua a ser uma esfera aproximadamente tridimensional e o mapa continua a ser uma representação bidimensional.

    Cada projecção faz escolhas diferentes.

    A questão é saber qual dessas escolhas é mais adequada para cada finalidade.


    A ONU proibiu o mapa de Mercator?

    Não.

    Este é um dos pontos que precisam de ser esclarecidos para evitar títulos exagerados ou informações falsas.

    A resolução aprovada pela Assembleia Geral da ONU não elimina nem proíbe o uso da projecção de Mercator em todo o mundo.

    O que a resolução faz é incentivar os Estados-membros, organizações internacionais e outras entidades a adoptarem representações mais fiéis das dimensões dos continentes, promovendo a utilização da Equal Earth para esse efeito.

    Além disso, a projecção de Mercator continua a ter utilidade em determinados contextos, especialmente relacionados com navegação.

    Portanto, dizer que “a ONU proibiu o antigo mapa” seria incorrecto.

    A mudança é sobretudo uma recomendação para determinadas utilizações e uma tentativa de alterar a forma como o mundo é representado visualmente.


    Porque é que África está no centro desta discussão?

    A localização de África no debate não é acidental.

    O continente africano é uma das regiões cuja dimensão é mais afectada visualmente pela utilização de determinadas projecções.

    Durante gerações, crianças aprenderam a olhar para mapas nos quais África parecia relativamente pequena em comparação com territórios localizados muito mais a norte.

    O problema não está apenas na matemática.

    Os defensores da mudança argumentam que os mapas também podem influenciar a percepção colectiva.

    Se uma pessoa vê repetidamente determinada região representada como pequena, pode acabar por interiorizar, ainda que inconscientemente, uma ideia de menor dimensão, importância ou peso geográfico.

    É precisamente esta dimensão simbólica que tornou o assunto tão relevante para os países africanos.

    O Togo, que liderou a iniciativa, apresentou a mudança como uma forma de enfrentar efeitos cognitivos, educacionais, culturais e geopolíticos associados a representações cartográficas desproporcionais.


    “Um mundo justo começa com um mapa justo”

    A discussão ganhou uma forte dimensão política e cultural.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, defendeu a ideia de que os mapas não são simples desenhos sem consequências.

    Segundo a posição apresentada pela iniciativa, os mapas ajudam a orientar a educação, influenciam o imaginário colectivo e contribuem para a forma como as sociedades compreendem o mundo.

    A frase tornou-se uma das ideias associadas à campanha:

    “Um mundo justo começa com um mapa justo.”

    A afirmação pode parecer simbólica, mas levanta uma questão importante.

    Se uma representação cartográfica é utilizada durante séculos, ensinada nas escolas e reproduzida nos meios de comunicação, ela deixa de ser apenas uma ferramenta técnica.

    Passa também a fazer parte da cultura visual das sociedades.


    A questão crítica: um mapa pode mudar a forma como vemos o mundo?

    É provavelmente aqui que começa a parte mais interessante da história.

    A mudança de projecção não vai aumentar fisicamente o território africano.

    Angola não vai ganhar quilómetros quadrados.

    A República Democrática do Congo não vai aumentar de tamanho.

    A Nigéria não vai adquirir novos territórios.

    E a Europa não vai encolher fisicamente.

    O que muda é a forma como esses territórios são representados numa superfície plana.

    Mas isso não significa que a mudança seja irrelevante.

    A representação visual tem poder.

    Uma criança que olha para um mapa pela primeira vez está a construir uma imagem mental do planeta.

    Se essa imagem apresenta algumas regiões exageradamente grandes e outras visualmente reduzidas, a percepção pode ficar condicionada.

    Por isso, a questão crítica não é simplesmente:

    “Qual mapa está certo?”

    A pergunta mais profunda é:

    “Que ideia do mundo estamos a ensinar quando escolhemos determinado mapa para representar o mundo?”


    O mapa não mudou o território. Mudou o espelho.

    Esta talvez seja a melhor forma de compreender a decisão.

    O planeta continua exactamente no mesmo lugar.

    África continua com a mesma área.

    A Europa continua com a mesma área.

    A América continua com a mesma área.

    O que mudou foi o espelho utilizado para olhar para elas.

    E isso é importante porque nenhum mapa-múndi é o próprio planeta.

    É apenas uma representação.

    Quando esquecemos essa diferença, começamos a confundir o desenho com a realidade.

    A aprovação da resolução da ONU serve, portanto, também como uma espécie de aula mundial de geografia:

    um mapa não é a Terra. É uma interpretação matemática da Terra.


    O papel da União Africana na mudança

    A iniciativa ganhou força através da mobilização de países africanos.

    O Togo assumiu um papel central na apresentação da proposta, com apoio da União Africana e de outros Estados. A resolução aprovada pela Assembleia Geral representa, assim, uma iniciativa em que países africanos tiveram papel determinante na discussão de como o continente é representado no mundo.

    Isso também confere ao episódio uma dimensão simbólica.

    Durante muito tempo, África foi frequentemente retratada através de perspectivas definidas fora do continente.

    Desta vez, foram países africanos que levaram às Nações Unidas uma discussão sobre a própria representação geográfica do continente.

    Não se trata de dizer que África “venceu” uma disputa contra outros continentes.

    Trata-se de reconhecer que os próprios africanos participaram activamente na discussão sobre como o planeta deve ser representado.


    E o que acontece com Angola?

    Para Angola, a mudança é especialmente interessante.

    O país está situado na costa ocidental de África, numa região próxima do Equador e do hemisfério sul.

    Num mapa baseado na projecção de Mercator, Angola também aparece inserida num continente cuja dimensão visual é inferior à sua verdadeira escala.

    Com a utilização de uma projecção de áreas equivalentes, como a Equal Earth, a posição e a dimensão relativa de Angola dentro de África tornam-se mais coerentes com a realidade geográfica.

    Isto pode ter impacto principalmente na educação.

    Livros escolares, mapas de parede, materiais didácticos e conteúdos digitais poderão, progressivamente, apresentar uma visão diferente do mundo.

    Para os estudantes angolanos, isso significa aprender geografia através de uma representação que procura reduzir determinadas distorções de área.


    O impacto nas escolas pode ser maior do que parece

    A escola é um dos lugares onde esta mudança poderá ganhar maior importância.

    Imagine uma criança a entrar numa sala de aula e encontrar um mapa-múndi na parede.

    Durante anos, aquele mapa será uma das principais referências visuais utilizadas para compreender os continentes.

    África não será apenas estudada através de números.

    Será também vista.

    E aquilo que vemos repetidamente influencia aquilo que conseguimos imaginar.

    A adopção de representações mais proporcionais poderá ajudar os estudantes a compreender que África não é um pequeno território situado abaixo da Europa.

    É um continente gigantesco, com cerca de 30 milhões de quilómetros quadrados, enorme diversidade geográfica e uma posição central na história da humanidade.

    O mapa não ensina tudo isso sozinho.

    Mas pode deixar de transmitir uma imagem visual enganadora das proporções.


    O novo mapa também muda a aparência da América

    A discussão não diz respeito apenas a África.

    A projecção Equal Earth também modifica a aparência de outras regiões.

    A América do Sul ganha uma representação mais coerente com a sua área real, enquanto regiões situadas em latitudes elevadas deixam de apresentar a ampliação visual característica da projecção de Mercator.

    É por isso que alguns utilizadores das redes sociais tiveram a sensação de que determinados países “cresceram” ou “diminuíram”.

    Não cresceram.

    Não diminuíram.

    Apenas foram colocados num sistema de representação diferente.

    É como fotografar uma pessoa com duas lentes diferentes: o indivíduo continua igual, mas a imagem pode parecer completamente diferente.


    Por que razão os Estados Unidos votaram contra?

    A resolução foi aprovada por uma maioria esmagadora.

    Dos 171 votos registados entre votos favoráveis, contrário e abstenções, 164 países votaram a favor, seis abstiveram-se e os Estados Unidos foram o único país a votar contra.

    A posição norte-americana acrescentou uma dimensão política ao debate.

    Washington classificou a iniciativa como desnecessária e questionou a sua prioridade, enquanto os defensores da resolução consideraram que a representação cartográfica tem efeitos que ultrapassam a simples técnica.

    O resultado, contudo, foi inequívoco.

    A grande maioria dos países apoiou a resolução.


    Uma resolução da ONU não significa que todos os mapas vão mudar amanhã

    Outro ponto importante é não criar expectativas erradas.

    A decisão da Assembleia Geral não significa que, a partir do dia seguinte, todos os mapas escolares, aplicações de telemóvel, sites e atlas tenham de ser substituídos.

    As resoluções da Assembleia Geral da ONU não funcionam como uma lei mundial automaticamente aplicável a todos os países.

    A adopção será gradual e dependerá das decisões de governos, instituições educativas, organizações internacionais, empresas tecnológicas e outros utilizadores de mapas.

    Por isso, o processo poderá levar tempo.

    Alguns mapas continuarão a utilizar Mercator.

    Outros poderão adoptar Equal Earth.

    E haverá ainda utilizações específicas para as quais outras projecções continuarão a ser mais adequadas.


    O verdadeiro significado desta decisão

    A importância da decisão talvez não esteja no papel onde o novo mapa será impresso.

    Está na conversa que ele provocou.

    Durante muito tempo, poucas pessoas questionaram por que razão a Groenlândia parecia tão grande.

    Poucas pessoas perguntaram por que razão África parecia relativamente pequena.

    E menos pessoas ainda sabiam que diferentes projecções podiam produzir imagens radicalmente diferentes do mesmo planeta.

    Agora, milhões de pessoas estão a descobrir algo básico, mas poderoso:

    os mapas também têm escolhas.

    E aquilo que parece uma imagem objectiva pode ser o resultado de uma decisão matemática.


    Um novo mapa não apaga a história

    A mudança também não significa que a humanidade deva simplesmente apagar todos os mapas antigos.

    A projecção de Mercator faz parte da história da cartografia e teve enorme importância para a navegação.

    O problema surge quando uma ferramenta criada para determinada finalidade é utilizada como se fosse uma representação perfeita das áreas do planeta.

    É possível reconhecer a importância histórica de Mercator e, ao mesmo tempo, utilizar outras projecções quando o objectivo é comparar o tamanho dos territórios.

    Uma coisa não precisa de destruir a outra.


    O que muda na prática?

    A mudança pode ser resumida em alguns pontos:

    1. África passa a ser visualmente representada de forma mais proporcional à sua área real.

    2. A Groenlândia deixa de parecer comparável à África em tamanho.

    3. A América do Sul também aparece com uma proporção mais próxima da realidade.

    4. As regiões próximas dos polos deixam de sofrer a mesma ampliação visual característica da projecção de Mercator.

    5. Escolas, instituições e plataformas digitais são incentivadas a considerar a utilização de projecções como a Equal Earth.

    6. O mapa de Mercator não desaparece automaticamente nem fica proibido.


    África “cresceu” ou finalmente deixou de parecer menor?

    É uma pergunta que pode parecer brincadeira, mas contém uma questão séria.

    África não cresceu.

    O continente sempre teve a mesma dimensão.

    O que mudou foi a representação.

    Durante décadas, muitas pessoas olharam para mapas em que África parecia visualmente menor do que determinadas regiões do hemisfério norte.

    Agora, uma nova projecção permite observar uma imagem mais próxima das proporções reais.

    Talvez seja por isso que a notícia tenha provocado tanta reacção.

    Não estamos apenas a trocar um mapa.

    Estamos a descobrir que aquilo que parecia normal era apenas uma das várias formas possíveis de desenhar o mundo.


    Conclusão: o mundo não mudou, mas o mapa mudou a nossa maneira de o olhar

    A decisão da ONU não aumentou África.

    Não diminuiu a Europa.

    Não alterou as fronteiras dos países.

    Não mudou a posição dos continentes.

    Mas pode mudar uma coisa importante: a imagem mental que milhões de pessoas têm do planeta.

    A aprovação da resolução para promover a utilização da projecção Equal Earth representa uma tentativa de tornar a representação cartográfica das áreas terrestres mais proporcional e, particularmente, de corrigir a percepção visual reduzida que a projecção de Mercator pode criar sobre África.

    A discussão também deixa uma pergunta que merece continuar nas escolas, nos meios de comunicação e nas redes sociais:

    Se durante séculos aprendemos a olhar para o mundo através de mapas que distorcem determinadas dimensões, quantas outras coisas consideramos “normais” simplesmente porque sempre as vimos dessa maneira?

    Talvez esta seja a verdadeira importância do novo mapa.

    Não é apenas uma nova imagem da Terra.

    É um convite para olhar novamente para aquilo que julgávamos conhecer.

    E, desta vez, talvez África pareça finalmente tão grande quanto sempre foi.


    Nota editorial

    A decisão da ONU refere-se à promoção de uma representação cartográfica mais fiel das dimensões relativas dos continentes. A resolução não significa uma proibição mundial da projecção de Mercator nem uma alteração física dos territórios. A Equal Earth é uma alternativa destinada sobretudo a representar as áreas continentais de forma mais proporcional.

  • Sinprof sai de reunião com ministra da Educação “sem avanços” e mantém ameaça de greve

    Sinprof sai de reunião com ministra da Educação “sem avanços” e mantém ameaça de greve


    Sinprof e ministra da Educação terminam reunião sem avanços

    O encontro entre o Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) e a ministra da Educação, Erika Aires, realizado esta quarta-feira, 9 de setembro, terminou sem avanços concretos, segundo o secretário-geral da organização sindical, Admar Jinguma.

    A reunião aconteceu num momento particularmente sensível para o sector da educação em Angola, depois de o Sinprof ter convocado quatro períodos de greve, tendo a primeira paralisação sido marcada para começar a 21 de setembro.

    No final do encontro, o dirigente sindical considerou que as posições apresentadas durante a reunião não trouxeram novidades suficientes para alterar o cenário que levou o sindicato a convocar a greve.

    Segundo Admar Jinguma, a ministra da Educação passou em revista os vários pontos do acordo celebrado entre o Executivo e o Sinprof em janeiro e prestou algumas informações sobre as matérias em discussão. No entanto, na perspectiva do sindicato, essas informações não representaram uma evolução significativa.

    “Não tivemos avanços nesse encontro”, resumiu o secretário-geral do Sinprof, numa declaração à Lusa.

    Sinprof fala em “diálogo de surdos”

    A expressão utilizada pelo dirigente sindical depois da reunião foi particularmente forte.

    Admar Jinguma classificou o encontro como um “diálogo de surdos”, argumentando que, para o sindicato, o diálogo entre as partes só tem verdadeiro significado quando produz consequências concretas na resolução dos problemas dos professores.

    A posição revela que a principal dificuldade neste momento não parece estar apenas na existência de reuniões entre o Ministério da Educação e os representantes dos professores, mas sobretudo na transformação dessas reuniões em medidas concretas.

    Para o Sinprof, repetir informações ou voltar a apresentar posições anteriormente conhecidas não é suficiente para responder às reivindicações da classe docente.

    O sindicato entende que os professores pretendem resultados e não apenas novos encontros.

    “Se é a mesmice, conversarmos e depois, na prática, fazem diferente, é mais um diálogo de surdos”, afirmou Admar Jinguma, segundo a Lusa.

    Greve dos professores continua no horizonte

    Apesar da reunião com a ministra da Educação, o Sinprof mantém o calendário de greve anteriormente anunciado.

    A primeira fase está prevista para decorrer entre 21 de setembro e 15 de outubro de 2026.

    O plano sindical prevê ainda outras três fases: de 2 a 18 de dezembro de 2026, de 10 a 26 de fevereiro de 2027 e de 17 de maio a 18 de junho de 2027.

    No entanto, a decisão final sobre a concretização da greve deverá passar pelos próprios professores.

    Antes do início da primeira fase, estão previstas assembleias representativas em todas as capitais das 21 províncias de Angola, marcadas para 12 de setembro.

    O Sinprof deverá apresentar aos professores as informações resultantes do encontro com a ministra e, posteriormente, caberá à classe pronunciar-se sobre os próximos passos.

    Professores vão reunir-se no sábado

    De acordo com Admar Jinguma, a direcção do Sinprof pretende apresentar aos professores, em primeira mão, as informações recebidas durante o encontro com a ministra.

    Em Luanda, a reunião está prevista para o Cine São João.

    Nas restantes províncias, a realização das assembleias dependerá das indicações dos secretariados locais do sindicato.

    O dirigente sindical afirmou que a direcção respeitará integralmente a decisão que vier a ser tomada pelos professores.

    Isso significa que, apesar de o sindicato considerar a greve como o cenário mais provável, a decisão deverá ser formalizada através da participação dos docentes nas estruturas sindicais.

    Por que motivo os professores ameaçam fazer greve?

    A actual tensão entre o Sinprof e o Ministério da Educação está relacionada com o alegado incumprimento de compromissos assumidos no acordo celebrado entre o Executivo e o sindicato a 8 de janeiro.

    O Sinprof acusa o Ministério da Educação de não ter cumprido parte substancial dos compromissos assumidos nesse entendimento.

    Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato está a situação de milhares de professores que, segundo a organização, foram excluídos do Concurso de Ingresso Interno e de Acesso durante as fases de inscrição e selecção.

    O sindicato exige também a reavaliação dos processos através das comissões nacionais conjuntas constituídas pelo Ministério da Educação e pelo Sinprof.

    Outra das reivindicações está relacionada com a inserção, no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), dos professores admitidos.

    São questões que, para o sindicato, não podem continuar sem uma resposta concreta.

    A questão das vagas nas escolas públicas

    A disputa entre o Sinprof e o Ministério da Educação não se limita às questões relacionadas com a carreira dos professores.

    O sindicato também manifestou preocupação com milhares de crianças e adolescentes que, segundo a organização, continuam impossibilitados de frequentar escolas públicas por falta de vagas.

    Para o Sinprof, esta situação representa uma limitação grave ao acesso à educação e coloca em causa o cumprimento da obrigação do Estado de garantir o direito à educação.

    A questão das vagas escolares acrescenta uma dimensão social ao actual conflito laboral.

    Enquanto professores reivindicam melhores condições e o cumprimento dos compromissos assumidos, existem também famílias que enfrentam dificuldades para conseguir colocar os seus filhos no sistema público de ensino.

    “O professor angolano está cansado de promessas não cumpridas”

    Na reunião do Conselho Nacional que decidiu pela convocação da greve, a presidente do Sinprof, Hermínia Maria da Conceição Ferreira do Nascimento, afirmou que os professores estão cansados de promessas que, na perspectiva do sindicato, não se transformam em resultados.

    A dirigente sindical defendeu que muitas das reivindicações apresentadas pela classe docente permanecem sem solução há vários anos.

    “Há três décadas que reivindicamos as mesmas questões”, afirmou, segundo a posição divulgada pelo sindicato.

    A declaração resume a frustração que está na base da actual posição sindical.

    Para os professores representados pelo Sinprof, o problema não é simplesmente realizar reuniões com o Governo.

    O problema é saber o que acontece depois das reuniões.

    Uma nova reunião não foi suficiente para afastar a tensão

    O encontro desta quarta-feira tinha particular importância porque aconteceu poucos dias antes das assembleias que deverão anteceder a primeira fase da greve.

    Havia, por isso, expectativa de que o diálogo pudesse produzir algum entendimento capaz de reduzir a tensão entre as duas partes.

    Mas, segundo o Sinprof, isso não aconteceu.

    A reunião serviu para que o Ministério da Educação apresentasse informações sobre os pontos do acordo, mas o sindicato considerou que não foram apresentadas soluções novas suficientes para alterar a sua posição.

    Assim, pelo menos à saída do encontro, a possibilidade de uma greve continua sobre a mesa.

    O que pode acontecer agora?

    O próximo momento decisivo será a reunião dos professores marcada para sábado, 12 de setembro.

    Será nessa ocasião que os representantes sindicais deverão explicar aos docentes aquilo que foi discutido com a ministra da Educação.

    A partir daí, os professores terão de decidir se mantêm o caminho da paralisação ou se consideram suficientes as informações e eventuais compromissos apresentados pelo Ministério.

    Por enquanto, a direcção do Sinprof indica que a greve continua a ser o cenário mais provável.

    Mas a palavra final, segundo o próprio sindicato, deverá pertencer aos professores.

    Uma questão que ultrapassa o sindicato e o Governo

    O possível regresso à greve dos professores tem consequências que ultrapassam a relação entre o Sinprof e o Executivo.

    Qualquer paralisação no sector da educação afecta directamente alunos, famílias e o funcionamento das escolas.

    Em Angola, onde o acesso às escolas públicas continua a ser uma questão importante para milhares de famílias, uma greve prolongada pode aumentar ainda mais a pressão sobre um sistema que já enfrenta desafios relacionados com vagas, condições de trabalho e organização da carreira docente.

    É por isso que o actual impasse merece atenção para além do debate sindical.

    De um lado, estão professores que exigem o cumprimento de compromissos e respostas para problemas que consideram antigos.

    Do outro, está o Ministério da Educação, responsável pela gestão de um dos maiores sectores da administração pública angolana.

    No meio estão os alunos e as famílias.

    O ponto central do conflito: promessas ou resultados?

    A declaração do Sinprof depois da reunião desta quarta-feira deixa uma questão no centro do debate: qual é o valor de um acordo se os seus compromissos não forem concretizados?

    É precisamente neste ponto que o discurso sindical ganha força.

    Para o sindicato, não basta existir um documento assinado nem realizar reuniões periódicas.

    É necessário que os compromissos assumidos sejam transformados em decisões administrativas, alterações concretas e soluções capazes de chegar aos professores.

    Por outro lado, qualquer negociação desta dimensão envolve processos administrativos, financeiros e legais que podem exigir tempo.

    O problema é que, quando os prazos se prolongam e as expectativas aumentam, a margem para a confiança diminui.

    E é exactamente essa confiança que parece estar fragilizada entre o Sinprof e o Ministério da Educação.

    O sábado poderá ser decisivo

    A reunião entre o sindicato e a ministra terminou sem o avanço esperado pelos representantes dos professores.

    Agora, os olhos estão voltados para as assembleias que deverão acontecer em todo o país.

    Será nesses encontros que os professores conhecerão a posição transmitida pelo Ministério da Educação e decidirão os próximos passos.

    Caso a classe confirme a paralisação, a primeira fase da greve começará a 21 de setembro e prolongar-se-á até 15 de outubro.

    Se houver novas negociações capazes de produzir compromissos concretos, o cenário poderá mudar.

    Mas, neste momento, a informação disponível aponta para a manutenção do conflito.

    Conclusão

    O encontro entre o Sinprof e a ministra da Educação terminou sem avanços, segundo o secretário-geral do sindicato.

    O Ministério da Educação apresentou informações sobre os pontos do acordo celebrado em janeiro, mas o sindicato considerou que não foram apresentadas novidades capazes de resolver as questões fundamentais levantadas pelos professores.

    Com a primeira fase da greve prevista para 21 de setembro, os próximos dias serão importantes para determinar se haverá uma nova tentativa de entendimento ou se Angola caminhará novamente para uma paralisação no sector da educação.

    A decisão deverá passar pelos professores nas assembleias previstas para sábado.

    Até lá, uma coisa parece clara: para o Sinprof, chegou o momento em que novas conversas terão de produzir resultados concretos.

    E, para milhares de professores, alunos e famílias, a pergunta deixa de ser apenas se haverá mais uma reunião.

    A pergunta passa a ser: o que vai mudar depois dela?


    Fonte principal: Lusa, com declarações do secretário-geral do Sinprof, Admar Jinguma. As informações sobre o calendário da greve, reivindicações e assembleias foram confrontadas com a notícia publicada em 9 de setembro de 2026.

  • Locais dos exames do Concurso Público do Ministério da Saúde no Cuanza Sul: veja a lista completa das 51 escolas

    Locais dos exames do Concurso Público do Ministério da Saúde no Cuanza Sul: veja a lista completa das 51 escolas

    Locais dos exames do Concurso Público do Ministério da Saúde no Cuanza Sul: veja a lista completa das 51 escolas


    Concurso Público da Saúde no Cuanza Sul: já são conhecidos os locais das provas de admissão

    Os candidatos ao Concurso Público do Ministério da Saúde no Cuanza Sul já podem consultar a relação das instituições seleccionadas para a realização das provas de admissão.

    De acordo com a informação constante na lista divulgada pelo Gabinete Provincial da Saúde do Cuanza Sul, foram seleccionadas 51 instituições de ensino para acolher os candidatos durante a realização das provas.

    A lista abrange os municípios do Sumbe, Gabela e Porto Amboim, apresentando, para cada instituição, o respectivo número, nome da escola, município e localização.

    Esta informação é particularmente importante para os candidatos, uma vez que conhecer antecipadamente o local da prova permite preparar a deslocação, calcular o tempo necessário para chegar ao recinto e evitar atrasos no dia do exame.

    A recomendação é que cada candidato confirme cuidadosamente a instituição que lhe foi atribuída e procure conhecer antecipadamente a sua localização.

    Lista completa das escolas seleccionadas para os exames

    A relação divulgada pelo Gabinete Provincial da Saúde apresenta 51 instituições.

    Locais de exame no município do Sumbe

    A maior parte das instituições seleccionadas encontra-se no município do Sumbe, onde estão concentradas as primeiras 35 escolas da lista.

    1. Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe — 1.º Edifício

    Município: Sumbe
    Localização: Bairro do Chingo, Terra Prometida

    2. Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe — 2.º Edifício

    Município: Sumbe
    Localização: Ao lado do Edifício das Finanças

    3. Instituto Superior Privado do Waku Kungu

    Município: Sumbe
    Localização: Centro da Cidade

    4. Instituto Superior Politécnico — ISUP Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: Bairro do Chingo

    5. ISP — KS

    Município: Sumbe
    Localização: Bairro Popular

    6. Instituto Técnico Privado de Saúde Vovó Eva

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/São João

    7. Instituto Técnico Privado de Saúde Boa Esperança

    Município: Sumbe
    Localização: Boa Esperança

    8. Complexo Escolar n.º 1043 CSU 14 de Abril do Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: B. Popular

    9. Liceu n.º 1006 CSU do Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: B. Popular

    10. Instituto Politécnico n.º 1007 CSU do Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/B. Academ

    11. Instituto Técnico de Saúde n.º 1008 CSU do Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/B.º Academ

    12. Complexo Escolar Privado L.B.D.F

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/São João

    13. Complexo Escolar Privado H.B.O

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/São João

    14. Complexo Escolar n.º 1044 CSU do E-15

    Município: Sumbe
    Localização: E-15

    15. Colégio n.º 1002 CSU 4 de Abril

    Município: Sumbe
    Localização: E-15

    16. Escola Primária n.º 1026 CSU José Marty

    Município: Sumbe
    Localização: E-15

    17. Escola Primária n.º 1022 CSU 22 de Novembro

    Município: Sumbe
    Localização: B. Popular

    18. Escola Primária n.º 1027 CSU Heróis do 25 de Março

    Município: Sumbe
    Localização: Assaca

    19. Escola Primária n.º 1032 CSU Américo Boa Vida

    Município: Sumbe
    Localização: Américo Boa Vida

    20. Escola Primária n.º 1023 CSU Paroquial Boa Nova

    Município: Sumbe
    Localização: Boa Nova

    21. Escola Primária n.º 1020 CSU Cristo Rei

    Município: Sumbe
    Localização: Inconcom

    22. Escola Primária n.º 1015 CSU Maria Imaculada

    Município: Sumbe
    Localização: Bumba

    23. Escola Primária n.º 1019 CSU N.º 324 — Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: Zona 2

    24. Complexo Escolar n.º 1033 CSU Pe. Luís Gonzaga De La Torre y Baeza

    Município: Sumbe
    Localização: Pedra 1

    25. Complexo Escolar n.º 1041 CSU N.º 411

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/Lunda

    26. Complexo Escolar n.º 1037 CSU Feliberto Arteaga

    Município: Sumbe
    Localização: Kissala 1

    27. Colégio n.º 1001 CSU Comandante Kassanje

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/Catô

    28. Colégio n.º 1003 CSU 2 de Março

    Município: Sumbe
    Localização: Chingo/Lunda

    29. Colégio n.º 1004 CSU Rainha da Paz

    Município: Sumbe
    Localização: Pedra

    30. Complexo Escolar n.º 1035 CSU Fernanda Cabral

    Município: Sumbe
    Localização: Estaleiro

    31. Complexo Escolar n.º 1045 CSU Francisco Ramos da Cruz

    Município: Sumbe
    Localização: B.º Pedra

    32. Magistério n.º 1005 CSU do Sumbe

    Município: Sumbe
    Localização: Zona 2, junto ADM

    33. Escola Primária n.º 18006 CSU da Quibala

    Município: Gangula
    Localização: Centralidade do Quibala

    34. Colégio n.º 18008 CSU da Quibala

    Município: Gangula
    Localização: Centralidade do Quibala

    35. Liceu n.º 18001 CSU da Quibala/Gangula

    Município: Gangula
    Localização: Centralidade do Quibala


    Locais de exame em Porto Amboim

    A lista apresenta igualmente várias instituições localizadas no município de Porto Amboim.

    São elas:

    36. Instituto Superior Politécnico — ISUP Porto Amboim

    Município: Porto Amboim
    Localização: Sede

    37. Complexo Escolar n.º 5041 CSU — Comissário Ngíngo

    Município: Porto Amboim
    Localização: A

    38. Liceu n.º 5013 CSU Vitória da Cruz

    Município: Porto Amboim
    Localização: B

    39. Liceu n.º 5014 CSU Tango

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Tango

    40. Magistério n.º 5012 — Porto Amboim

    Município: Porto Amboim
    Localização: CFA

    41. Colégio n.º 5004 CSU 4 de Abril

    Município: Porto Amboim
    Localização: B

    42. Complexo Escolar n.º 5040 CSU São João Paulo II

    Município: Porto Amboim
    Localização: C

    43. Complexo Escolar n.º 5038 CSU Eusébio de Brito

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Tango

    44. Escola Primária n.º 5037 CSU 336

    Município: Porto Amboim
    Localização: B

    45. Escola Primária n.º 5036 CSU Augusto Nangula

    Município: Porto Amboim
    Localização: C

    46. Escola Primária n.º 5026 CSU Paroquial Nossa Senhora da Graça

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Cazua

    47. Escola Primária n.º 5009 CSU 10 de Junho

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Las Vegas

    48. Escola Primária n.º 5010 CSU 14 de Abril

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Medungue

    49. Escola Primária n.º 5032 CSU Eduardo Bondo

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Lila

    50. Escola Primária n.º 5027 CSU Cazua Bloco II

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Cazua

    51. Escola Primária n.º 5007 CSU Casa Branca

    Município: Porto Amboim
    Localização: B.º Bumba


    Quantas instituições foram seleccionadas?

    De acordo com a relação apresentada na imagem, são 51 instituições seleccionadas para a realização das provas de admissão.

    A lista distribui os locais de exame por diferentes zonas e instituições de ensino, permitindo aos candidatos identificar o município e a localização correspondente ao seu posto de prova.

    É importante destacar que a lista apresenta diferentes designações de localização, como bairros, centralidades, zonas, blocos e referências conhecidas localmente. Por essa razão, candidatos que não conheçam determinado local devem procurar obter informações antecipadamente.

    Candidatos devem preparar a deslocação com antecedência

    Saber o nome da escola onde será realizado o exame é apenas uma parte da preparação.

    Quem vai realizar a prova deve procurar identificar previamente:

    • o município onde fica a escola;
    • o bairro ou zona indicada na lista;
    • o percurso até ao local;
    • os meios de transporte disponíveis;
    • o tempo aproximado de deslocação;
    • um ponto de referência próximo da instituição.

    Esta preparação pode evitar situações desagradáveis no dia da prova.

    Em concursos públicos com elevado número de candidatos, é previsível que haja maior movimento nas principais vias e nos transportes, sobretudo nas primeiras horas do dia.

    Por isso, deixar a deslocação para o último momento pode representar um risco desnecessário.

    Atenção às informações do seu concurso

    A existência da lista das escolas não significa que o candidato deva escolher livremente qualquer uma das instituições.

    Os locais apresentados correspondem às escolas seleccionadas para a realização das provas, mas cada candidato deve confirmar qual é exactamente o local que lhe foi atribuído, de acordo com a informação oficial disponibilizada para o concurso.

    Não é recomendável assumir que uma escola próxima da residência será automaticamente o local da prova.

    O que levar no dia do exame?

    Além de conhecer o local, o candidato deve preparar antecipadamente os documentos e materiais exigidos para a realização da prova.

    Antes de sair de casa, deve verificar as orientações oficiais do concurso relativamente à documentação obrigatória, identificação pessoal, comprovativo de candidatura e demais requisitos.

    Também é aconselhável evitar levar objectos que possam ser proibidos durante a realização da prova.

    O candidato deve chegar com antecedência suficiente para localizar a sala, confirmar a sua posição e entrar no recinto sem pressa.

    Lista dos locais de exame do Concurso Público da Saúde no Cuanza Sul

    A relação publicada pelo Gabinete Provincial da Saúde do Cuanza Sul constitui, assim, uma referência importante para os candidatos que irão realizar as provas de admissão.

    Com 51 instituições indicadas, a lista inclui estabelecimentos de ensino superior, institutos politécnicos, institutos técnicos de saúde, colégios, liceus, magistérios, escolas primárias e complexos escolares.

    Entre as localidades indicadas encontram-se o Sumbe, Gangula e Porto Amboim, com diferentes bairros e zonas utilizados como referências para a localização dos estabelecimentos.

    Conclusão

    Os candidatos ao Concurso Público do Ministério da Saúde no Cuanza Sul devem prestar atenção à lista dos locais seleccionados para a realização das provas de admissão.

    São 51 instituições indicadas na relação, distribuídas entre Sumbe, Gangula e Porto Amboim, com informações sobre o nome de cada instituição e a respectiva localização.

    Mais do que guardar apenas o nome da escola, o candidato deve preparar antecipadamente a deslocação e confirmar a informação que lhe corresponde no âmbito do concurso.

    No dia da prova, chegar cedo, levar a documentação necessária e conhecer previamente o percurso pode fazer uma diferença importante.

    Atenção: este artigo foi elaborado com base na imagem da lista do Gabinete Provincial da Saúde do Cuanza Sul apresentada nesta publicação. Antes da deslocação, os candidatos devem confirmar eventuais actualizações ou orientações posteriores emitidas pelas entidades responsáveis pelo concurso.


    Perguntas frequentes sobre os locais dos exames

    Quantas escolas foram seleccionadas para as provas do Concurso Público da Saúde no Cuanza Sul?

    Foram indicadas 51 instituições na lista apresentada pelo Gabinete Provincial da Saúde do Cuanza Sul.

    Onde serão realizados os exames?

    Os locais indicados na lista encontram-se principalmente no Sumbe, Gangula e Porto Amboim.

    A lista apresenta apenas escolas públicas?

    Não. A relação inclui diferentes tipos de instituições, entre institutos superiores, institutos técnicos, colégios, liceus, magistérios, escolas primárias e complexos escolares.

    O candidato pode fazer a prova em qualquer escola da lista?

    Não deve presumir isso. O candidato deve confirmar o local que lhe foi atribuído ou indicado pelas entidades responsáveis pelo concurso.

    É importante conhecer o local antes do dia da prova?

    Sim. É aconselhável identificar antecipadamente a instituição, o bairro ou zona e preparar o percurso para evitar atrasos.

    Onde consultar eventuais actualizações?

    Os candidatos devem acompanhar as comunicações oficiais das entidades responsáveis pelo Concurso Público do Ministério da Saúde e do Gabinete Provincial da Saúde do Cuanza Sul.

  • Concurso Público da Saúde: listas definitivas já permitem consultar município, escola e sala onde cada candidato fará a prova

    Concurso Público da Saúde: listas definitivas já permitem consultar município, escola e sala onde cada candidato fará a prova

    Concurso Público da Saúde: listas definitivas já permitem consultar município, escola e sala onde cada candidato fará a prova

    As listas definitivas do Concurso Público de Ingresso Externo 2026 do Ministério da Saúde já estão disponíveis. Os candidatos devem consultar individualmente a sua situação para confirmar o local, a data e o horário da prova.

    O Ministério da Saúde publicou, nesta segunda-feira, 7 de Setembro de 2026, as listas definitivas dos candidatos seleccionados e não seleccionados para os exames escritos do Concurso Público de Ingresso Externo 2026.

    A nova publicação representa uma etapa decisiva para milhares de candidatos que aguardavam pela conclusão do período de reclamações. Segundo o Ministério da Saúde, foram analisadas 45.905 reclamações, das quais 17.097 foram deferidas e 28.808 foram indeferidas.

    Com a conclusão desta fase, o número de candidatos seleccionados para a realização das provas escritas passou para 279.785.

    Agora o candidato já pode saber onde fará a prova

    Uma das informações mais importantes nesta nova fase do concurso é a possibilidade de cada candidato consultar individualmente os dados relativos à realização do exame.

    Depois de consultar a sua candidatura no portal, o candidato poderá verificar as informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, incluindo o local de realização da prova, além da data e do horário correspondentes.

    Na prática, esta informação é fundamental porque o candidato não deve limitar-se a saber se foi seleccionado.

    É necessário confirmar onde deverá apresentar-se no dia do exame, preparar antecipadamente a deslocação e evitar chegar atrasado ao local indicado.

    O portal oficial do concurso disponibiliza a opção de consulta através do número do Bilhete de Identidade e da data de nascimento.

    Município, escola e sala: atenção aos dados da prova

    Com a distribuição dos candidatos pelos diferentes locais de realização dos exames, torna-se particularmente importante que cada concorrente confira cuidadosamente os dados apresentados na sua consulta.

    A informação do local deve ser verificada com antecedência, sobretudo pelos candidatos que vivem em municípios diferentes daquele onde realizarão a prova.

    Em vez de esperar pelo próprio dia do exame para procurar a escola, o candidato deve consultar antecipadamente os dados fornecidos no portal e, se necessário, deslocar-se ao local para conhecer o percurso.

    Também é aconselhável confirmar se a informação apresentada corresponde ao candidato correcto, verificando os seus dados pessoais e a categoria a que concorre.

    279.785 candidatos foram seleccionados

    Os números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram a dimensão deste concurso.

    Durante o período de inscrições foram registadas mais de 433 mil candidaturas. Após a análise inicial, 262.578 candidaturas tinham sido seleccionadas para os exames.

    Entretanto, durante o período de reclamações, realizado entre 25 e 31 de Agosto, foram apresentadas 45.905 reclamações.

    Depois da análise dessas reclamações, 17.097 foram deferidas.

    Como resultado, mais candidatos passaram a integrar a lista dos seleccionados, elevando o total para 279.785 candidatos.

    Este aumento significa que milhares de candidatos que inicialmente não constavam entre os seleccionados tiveram a sua situação reapreciada.

    Quando serão realizados os exames do concurso da Saúde?

    De acordo com a actualização publicada pelo Ministério da Saúde, os exames escritos serão realizados entre 21 e 26 de Setembro de 2026.

    As provas decorrerão nas capitais das províncias e em determinados municípios, de acordo com a distribuição territorial definida para o concurso.

    Os candidatos devem, por isso, consultar o calendário e verificar individualmente a data e o horário atribuídos.

    Não basta saber que o exame acontecerá entre 21 e 26 de Setembro.

    O candidato precisa de confirmar qual é exactamente o seu dia, horário e local de prova.

    Como consultar a lista definitiva do concurso da Saúde?

    A consulta pode ser feita através do portal oficial do Concurso Público de Ingresso Externo do Ministério da Saúde.

    O candidato deverá entrar no portal e procurar a área de consulta da candidatura.

    Na página de consulta são solicitados:

    • Número do Bilhete de Identidade;
    • Data de nascimento;
    • Dados necessários para efectuar a consulta.

    Depois de submeter os dados, o sistema apresenta as informações disponíveis sobre a candidatura.

    Entre os campos apresentados encontra-se o local de exame, além da situação da candidatura e outros dados relacionados com o concurso.

    Portal oficial do concurso: Consultar candidatura no portal do MINSA

    O que o candidato deve fazer depois de consultar?

    Depois de confirmar que foi seleccionado, o candidato deve evitar deixar todos os preparativos para a última hora.

    O primeiro passo é anotar ou guardar os dados da prova.

    É importante confirmar:

    1. A data do exame

    Verifique exactamente em que dia deverá realizar a prova.

    2. O horário

    Confirme se foi colocado no período da manhã ou da tarde, de acordo com a distribuição indicada pelo Ministério da Saúde.

    3. O município

    Verifique o município onde deverá apresentar-se.

    4. A escola ou instituição

    Confirme o estabelecimento indicado para a realização do exame.

    5. A sala

    Quando esta informação estiver disponível na consulta individual, confirme a sala atribuída.

    6. Os documentos exigidos

    Prepare antecipadamente o Bilhete de Identidade e os demais elementos que forem exigidos pelas orientações oficiais do concurso.

    Não confunda lista definitiva com resultado final do concurso

    Um ponto importante para os candidatos é compreender que a publicação das listas definitivas não significa que os candidatos já estejam aprovados ou admitidos ao quadro do Ministério da Saúde.

    Esta fase corresponde à selecção dos candidatos para a realização dos exames escritos.

    A classificação posterior dependerá do desempenho obtido na prova e dos critérios definidos para o concurso.

    Segundo o Ministério da Saúde, o preenchimento das vagas terá em consideração a classificação obtida nas provas, o número de vagas disponíveis, a carreira ou especialidade e as necessidades do sector.

    Portanto, estar na lista dos seleccionados representa uma oportunidade para realizar a prova, mas não equivale ainda à obtenção de uma vaga.

    Candidatos devem ter cuidado com informações falsas

    Com a aproximação dos exames, é provável que aumente a circulação de informações nas redes sociais, grupos de WhatsApp e outras plataformas.

    Os candidatos devem ter especial cuidado com mensagens que anunciem alterações de datas, supostas vendas de vagas, mudanças de escolas ou outros procedimentos que não tenham sido comunicados oficialmente.

    O próprio Ministério da Saúde recomenda que os candidatos acompanhem regularmente os canais oficiais e não recorram a intermediários ou fontes não autorizadas.

    Nenhum candidato deve entregar dinheiro a terceiros com a promessa de garantir aprovação, alterar uma sala, mudar a data da prova ou assegurar uma vaga.

    A consulta individual é fundamental

    Uma das principais recomendações nesta fase é simples: cada candidato deve consultar a sua própria situação.

    Não é aconselhável depender apenas de fotografias de listas partilhadas nas redes sociais ou de informações fornecidas por outras pessoas.

    Mesmo que alguém publique uma lista referente ao seu município ou categoria, o candidato deve confirmar os seus próprios dados no portal oficial.

    Isto é particularmente importante porque os candidatos foram distribuídos por diferentes locais e horários.

    Concurso desperta grande interesse em todo o país

    A dimensão das candidaturas demonstra o elevado interesse dos cidadãos pelo ingresso no sector da Saúde.

    Foram registadas mais de 433 mil inscrições durante o período de candidatura, para oportunidades destinadas às unidades sanitárias da Administração Local do Estado.

    Entre as categorias disponíveis encontram-se áreas como Medicina, Enfermagem, Diagnóstico e Terapêutica, Apoio Hospitalar e Regime Geral.

    O portal oficial apresenta, entre outras, categorias como Médico Assistente, Enfermeiro de 3.ª Classe, Técnico Médio de Enfermagem de 3.ª Classe, Secretário Clínico de 3.ª Classe, Maqueiro de 3.ª Classe, Vigilante e Condutor de Ambulância.

    O que mudou depois das reclamações?

    A fase de reclamações foi importante porque permitiu aos candidatos contestar a situação inicialmente atribuída à sua candidatura.

    Segundo os dados oficiais, das 45.905 reclamações analisadas:

    • 17.097 foram deferidas;
    • 28.808 foram indeferidas.

    A consequência directa foi o aumento do número de candidatos seleccionados de 262.578 para 279.785.

    Por isso, quem inicialmente não tinha sido seleccionado e apresentou reclamação deve obrigatoriamente voltar a consultar o portal.

    A situação final pode ter sido alterada depois da reapreciação.

    Candidatos devem preparar-se para a prova

    Com a divulgação dos locais dos exames, começa agora uma fase em que a preparação deve ser levada ainda mais a sério.

    Os candidatos já têm uma referência temporal concreta: os exames decorrerão entre 21 e 26 de Setembro.

    Isso significa que existe um período limitado para rever os conteúdos relacionados com a carreira ou categoria escolhida.

    A preparação deve incluir não apenas o estudo, mas também aspectos práticos.

    É importante organizar os documentos, confirmar o percurso até ao local do exame e conhecer antecipadamente o município e a instituição onde será realizada a prova.

    Para quem terá de viajar de uma localidade para outra, esta preparação é ainda mais importante.

    Evite chegar atrasado

    Um dos erros que os candidatos devem evitar é deixar a deslocação para o último momento.

    Mesmo que a pessoa conheça o município, isso não significa necessariamente que conheça a escola onde a prova será realizada.

    Uma escola pode estar localizada numa zona distante do centro da cidade ou numa área com dificuldades de transporte.

    Por isso, depois de conhecer o local indicado, o candidato deve procurar saber como chegar ao destino e quanto tempo poderá demorar.

    Se for possível, fazer previamente o percurso poderá reduzir o risco de atrasos.

    Ministério da Saúde reforça orientação para acompanhar os canais oficiais

    O Ministério da Saúde afirma que continuará a divulgar as diferentes etapas do concurso através dos seus canais oficiais.

    A instituição voltou a destacar princípios como transparência, rigor, imparcialidade, igualdade de oportunidades e respeito pelos critérios definidos no regulamento.

    Para os candidatos, isso significa que qualquer alteração relevante deve ser acompanhada através das fontes oficiais.

    As redes sociais podem servir para partilhar informações e alertas, mas a confirmação final deve ser feita no portal do concurso.

    Perguntas frequentes sobre as listas definitivas do concurso da Saúde

    Já foram publicadas as listas definitivas do concurso da Saúde 2026?

    Sim. O Ministério da Saúde anunciou a publicação das listas definitivas nesta segunda-feira, 7 de Setembro de 2026, depois da conclusão da análise das reclamações.

    Quantos candidatos foram seleccionados?

    Foram seleccionados 279.785 candidatos para a realização dos exames escritos.

    Quantas reclamações foram apresentadas?

    O Ministério da Saúde recebeu 45.905 reclamações durante o período de reapreciação.

    Quando serão realizados os exames?

    Os exames escritos estão previstos para decorrer entre 21 e 26 de Setembro de 2026.

    Como saber onde vou fazer a prova?

    O candidato deve efectuar a consulta individual no portal oficial do concurso, utilizando o número do Bilhete de Identidade e a data de nascimento.

    É possível saber o município e o local da prova?

    Sim. O portal disponibiliza a informação individual relativa ao local de realização do exame, devendo o candidato confirmar os dados apresentados na sua consulta.

    A lista definitiva significa que já consegui uma vaga?

    Não. A lista definitiva identifica os candidatos seleccionados para realizar os exames. A obtenção da vaga dependerá posteriormente da classificação e dos demais critérios definidos para o concurso.

    Quem apresentou reclamação deve consultar novamente?

    Sim. É especialmente importante que os candidatos que apresentaram reclamação voltem a consultar a sua situação, porque a reapreciação pode ter alterado o resultado da candidatura.

    Conclusão

    A publicação das listas definitivas marca uma nova etapa no Concurso Público de Ingresso Externo 2026 do Ministério da Saúde.

    Com 279.785 candidatos seleccionados, milhares de cidadãos passam agora para a fase dos exames escritos, previstos para decorrer entre 21 e 26 de Setembro.

    Para os candidatos, o momento exige atenção redobrada.

    Mais do que saber se foi seleccionado, cada concorrente deve consultar individualmente a sua candidatura, confirmar o dia, o horário e o local da prova e preparar-se antecipadamente para o exame.

    Quem apresentou reclamação também deve efectuar uma nova consulta para verificar o resultado da reapreciação.

    A recomendação mais importante nesta fase é simples: não dependa de listas partilhadas por terceiros. Confirme sempre a sua situação directamente no portal oficial do Ministério da Saúde.

    Portal oficial: concurso-minsa.ao

    Fonte: Ministério da Saúde de Angola.

  • Job Estevão, antigo futebolista angolano, conquista Licença C da CAF

    Job Estevão, antigo futebolista angolano, conquista Licença C da CAF


    Job Estevão dá novo passo na carreira com a Licença C da CAF

    O antigo futebolista angolano Ricardo Job Estêvão, conhecido no mundo do futebol simplesmente por Job, alcançou uma nova etapa na sua ligação ao desporto ao obter a Licença C da Confederação Africana de Futebol (CAF).

    A conquista representa mais do que um certificado para um antigo jogador que passou grande parte da carreira dentro das quatro linhas. É também um sinal de preparação para uma possível continuidade no futebol através de uma área diferente: a formação e o desenvolvimento de jogadores.

    Job Estevão construiu uma carreira marcada sobretudo pela passagem pelo Petro de Luanda, clube que representou durante muitos anos e onde deixou uma marca importante.

    Depois de abandonar os relvados, a obtenção de uma licença de treinador reconhecida no quadro da CAF abre uma nova possibilidade para o antigo internacional angolano continuar ligado à modalidade.

    Quem é Job Estevão?

    Ricardo Job Estêvão é um antigo futebolista angolano que representava principalmente posições ofensivas.

    Os registos desportivos disponíveis identificam-no como antigo jogador do Petro de Luanda e internacional por Angola. O Transfermarkt regista o seu fim de carreira em 2022 e identifica o Petro de Luanda como o clube pelo qual realizou mais jogos.

    O próprio Petro de Luanda anunciou, em Junho de 2022, o fim da passagem de Job pelo plantel principal, depois de 15 anos ligado ao clube.

    Na ocasião, o clube destacou a importância do jogador e recordou os títulos conquistados durante o seu percurso no Petro. Segundo o comunicado, Job conquistou três campeonatos nacionais, cinco Taças de Angola e uma Supertaça ao serviço dos tricolores.

    Foi uma despedida que marcou o encerramento de uma longa etapa como jogador profissional.

    Agora, a Licença C da CAF surge como um novo capítulo.

    Do campo para o banco

    Para muitos futebolistas, a reforma não significa necessariamente abandonar o futebol.

    Pelo contrário.

    A experiência acumulada dentro do campo pode tornar-se uma ferramenta importante quando o antigo atleta decide entrar no mundo da formação.

    Um jogador que passou anos a competir conhece, por experiência própria, diferentes dimensões do futebol: preparação física, disciplina, balneário, pressão competitiva, relacionamento com treinadores, comportamento táctico e exigências de uma carreira profissional.

    No caso de Job, a experiência acumulada ao longo de uma carreira de alto nível pode constituir uma base importante para a nova fase.

    A Licença C da CAF representa, neste contexto, um passo formal para adquirir conhecimentos específicos de treino e trabalhar dentro de uma estrutura de formação reconhecida.

    O que significa a Licença C da CAF?

    As licenças de treinadores da CAF fazem parte do sistema de formação e certificação técnica utilizado no futebol africano.

    A Licença C está associada a uma etapa inicial da formação de treinadores e permite ao candidato desenvolver competências relacionadas com o treino, organização e desenvolvimento de jogadores.

    É importante, contudo, não confundir a Licença C com as licenças superiores da CAF.

    A obtenção desta certificação não significa que Job esteja automaticamente habilitado para assumir qualquer equipa profissional ou qualquer função técnica no futebol africano.

    Existe uma progressão na formação de treinadores, com diferentes níveis de certificação.

    Assim, para um antigo jogador, alcançar a Licença C pode ser entendido como o início ou consolidação de um novo percurso profissional no sector técnico.

    Uma carreira que começou no futebol profissional

    Job chegou ao Petro de Luanda ainda jovem e construiu uma relação de longa duração com o clube.

    O Petro recordou que o jogador chegou à instituição com apenas 20 anos e permaneceu ligado ao emblema durante 15 anos.

    Essa longevidade é particularmente relevante num contexto em que muitos jogadores mudam frequentemente de clube durante a carreira.

    Job tornou-se uma figura conhecida dos adeptos do futebol angolano, sobretudo pela sua ligação ao Petro e pelas aparições ao serviço da selecção nacional.

    Os registos estatísticos disponíveis também mostram a sua participação em competições africanas, incluindo a Liga dos Campeões da CAF com o Petro de Luanda.

    Na temporada 2021/22, por exemplo, Job participou na campanha continental do Petro na Liga dos Campeões africana.

    Essa experiência internacional pode ser particularmente útil numa futura carreira como treinador.

    A experiência de um antigo internacional

    Representar a selecção nacional é uma experiência que poucos futebolistas conseguem viver.

    Job teve passagem pela selecção de Angola e participou em competições internacionais.

    Os registos disponíveis incluem a sua participação no Campeonato Africano das Nações de 2010 e em jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo, além de outros compromissos internacionais.

    Essa experiência permitiu-lhe trabalhar num ambiente diferente daquele encontrado no futebol de clubes.

    Ao longo da carreira, um internacional enfrenta jogadores de diferentes estilos, escolas tácticas e características físicas.

    Tudo isso pode contribuir para a formação de um futuro treinador.

    O desafio de transformar experiência em conhecimento técnico

    Ser um antigo jogador de futebol não significa automaticamente ser treinador.

    Esta é uma distinção importante.

    Um futebolista pode ter enorme talento, experiência e conhecimento prático do jogo, mas o trabalho de treinador exige competências adicionais.

    O treinador precisa de saber planificar sessões de treino, desenvolver jogadores, analisar adversários, organizar uma equipa, gerir diferentes personalidades e tomar decisões tácticas.

    Também precisa de compreender aspectos relacionados com preparação física, prevenção de lesões, comunicação, liderança e gestão do grupo.

    É precisamente neste ponto que a formação de treinadores ganha importância.

    A Licença C representa uma oportunidade para transformar a experiência adquirida como jogador em conhecimento técnico estruturado.

    Job pode transmitir aos jovens aquilo que aprendeu como jogador

    Uma das maiores vantagens de antigos futebolistas que entram na formação é a possibilidade de transmitirem aos jovens experiências que não aparecem necessariamente nos livros.

    Job conhece o futebol profissional por dentro.

    Conhece a exigência dos treinos.

    Conhece a pressão dos jogos.

    Conhece a realidade de representar um clube de grande dimensão.

    Conhece também a responsabilidade de vestir a camisola da selecção nacional.

    Essa experiência pode ser valiosa sobretudo para jovens jogadores que estão a tentar dar os primeiros passos no futebol profissional.

    Um treinador que consegue combinar experiência prática com formação técnica pode transformar-se numa referência importante para os atletas que acompanha.

    O Petro de Luanda como parte fundamental da sua história

    A história de Job está profundamente ligada ao Petro de Luanda.

    Durante os anos em que esteve no clube, conquistou vários títulos e tornou-se uma das figuras conhecidas da equipa.

    O comunicado do Petro de 2022 destacou precisamente a importância da sua passagem pela instituição e os troféus conquistados.

    A relação prolongada com o clube também significa que Job conhece uma das estruturas mais competitivas do futebol angolano.

    Essa experiência pode contribuir para a compreensão das exigências existentes no futebol de alto rendimento.

    Uma nova geração de antigos jogadores a entrar na formação

    A transição de futebolista para treinador é um fenómeno comum no futebol mundial.

    Muitos antigos jogadores aproveitam a experiência acumulada durante a carreira para iniciar uma segunda vida profissional ligada aos bancos.

    Em Angola, esse processo também pode representar uma oportunidade importante para fortalecer a formação de treinadores nacionais.

    O país precisa de profissionais preparados para trabalhar com jovens, academias, clubes e selecções.

    Por isso, quando antigos internacionais procuram certificação técnica, o movimento pode ser visto como uma forma de preservar conhecimento dentro do próprio futebol angolano.

    Licença C pode ser apenas o começo

    A obtenção da Licença C não precisa de representar o ponto final.

    Pode ser apenas o primeiro passo de uma trajectória mais longa.

    Se Job decidir continuar a sua formação, poderá procurar níveis superiores de certificação e aumentar progressivamente as suas possibilidades dentro do futebol.

    Para um antigo jogador profissional, este processo também pode representar uma forma de transformar a paixão pelo futebol numa segunda carreira.

    O conhecimento adquirido ao longo de mais de uma década dentro dos relvados pode agora ser aplicado numa função diferente.

    De jogador a formador

    Existe uma diferença entre ensinar futebol e simplesmente falar sobre futebol.

    Um antigo jogador pode explicar como executar determinado movimento, como enfrentar determinada situação ou como lidar com a pressão de uma partida.

    Mas a formação de um atleta exige método.

    É necessário saber identificar erros, estabelecer objectivos, criar exercícios adequados e acompanhar a evolução do jogador.

    É neste aspecto que a certificação pode fazer diferença.

    A experiência de Job como futebolista fornece o conhecimento prático. A formação de treinador procura acrescentar a esse conhecimento uma componente metodológica.

    O futebol angolano precisa de mais formação técnica

    O desenvolvimento do futebol nacional não depende apenas da descoberta de novos talentos.

    É necessário também preparar quem vai trabalhar com esses talentos.

    Bons jogadores precisam de bons treinadores.

    E bons treinadores precisam de formação.

    A aposta na qualificação dos antigos futebolistas pode ser uma das estratégias para melhorar a qualidade do futebol angolano, especialmente nos escalões de formação.

    Jogadores que passaram por grandes clubes e competições internacionais têm uma experiência que pode ser aproveitada para formar as novas gerações.

    Mas essa experiência precisa de ser acompanhada por formação adequada.

    Job Estevão inicia uma nova etapa

    A conquista da Licença C da CAF coloca Job Estevão perante uma nova possibilidade profissional.

    Depois de anos a jogar, competir, conquistar títulos e representar Angola, o antigo futebolista começa a construir as condições necessárias para continuar ligado ao futebol fora das quatro linhas.

    O caminho agora será diferente.

    Em vez de procurar o golo, terá de aprender a preparar quem procura marcar.

    Em vez de executar as decisões do treinador, poderá um dia ser ele próprio a tomar essas decisões.

    Em vez de viver o jogo como jogador, poderá passar a analisá-lo a partir do banco.

    É uma mudança profunda, mas também uma evolução natural para muitos antigos atletas.

    O legado que pode ser transmitido às novas gerações

    A carreira de Job não termina necessariamente com o fim da actividade como futebolista.

    Pode continuar através dos jogadores que ajudar a formar.

    Esse é, talvez, um dos maiores legados que um antigo atleta pode deixar.

    Os títulos conquistados ficam registados.

    Os jogos ficam nas estatísticas.

    As fotografias permanecem.

    Mas o conhecimento transmitido a uma nova geração pode prolongar a influência de um jogador durante muitos anos.

    Se Job seguir esse caminho, a sua experiência poderá passar dos relvados para os campos de formação.

    Conclusão

    Job Estevão entra numa nova fase da sua ligação ao futebol.

    Depois de uma carreira profissional marcada sobretudo pela longa passagem pelo Petro de Luanda, pelos títulos conquistados e pela representação da selecção angolana, o antigo futebolista dá agora um passo em direcção à formação técnica.

    A Licença C da CAF representa uma nova oportunidade para continuar ligado à modalidade e transformar a experiência adquirida como jogador em conhecimento para uma nova geração.

    Ainda será cedo para saber até onde chegará este novo percurso.

    Mas uma coisa é clara: o futebol que Job viveu durante tantos anos dentro das quatro linhas poderá agora servir de base para aquilo que pretende construir fora delas.

    Do jogador ao treinador.

    Do relvado ao banco.

    De quem aprendeu a jogar para quem começa a preparar-se para ensinar.

    A próxima etapa da carreira de Job Estevão começa agora.

    FAQ — Perguntas frequentes

    Quem é Job Estevão?

    Job Estevão, cujo nome completo é Ricardo Job Estêvão, é um antigo futebolista angolano que teve uma longa passagem pelo Petro de Luanda e representou também a selecção nacional de Angola.

    Job Estevão ainda joga futebol profissional?

    Não. O Petro de Luanda anunciou em 2022 que Job não continuaria no plantel principal e que o jogador encerrava a carreira aos 34 anos.

    O que representa a Licença C da CAF?

    A Licença C integra o percurso de formação e certificação de treinadores da CAF e constitui uma etapa de preparação para quem pretende desenvolver uma carreira na área técnica do futebol.

    Job Estevão jogou pelo Petro de Luanda?

    Sim. Job representou o Petro de Luanda durante grande parte da sua carreira. O clube informou que esteve ligado ao emblema durante 15 anos.

    Job Estevão representou a selecção de Angola?

    Sim. O antigo futebolista teve passagens pela selecção nacional e participou em competições e jogos internacionais por Angola.

    A Licença C significa que Job já pode treinar qualquer equipa?

    Não necessariamente. A Licença C corresponde a uma etapa específica da formação de treinadores. As possibilidades de exercer determinadas funções dependem das regras de licenciamento aplicáveis e do nível de competição.

    Qual pode ser o próximo passo de Job Estevão?

    Depois da Licença C, o antigo futebolista poderá continuar a sua formação e procurar níveis superiores de certificação, caso pretenda construir uma carreira como treinador.

    Palavras-chave secundárias:
    Job Estevão treinador, Ricardo Job Estêvão CAF, Job Petro de Luanda, Job futebolista angolano, antigos jogadores angolanos, treinadores angolanos, formação de treinadores em Angola, Licença CAF Angola, futebol africano, Petro de Luanda, selecção de Angola.

  • Executivo prevê aumento salarial para a função pública em 2027

    Executivo prevê aumento salarial para a função pública em 2027

    Executivo prevê aumento salarial para a função pública em 2027

    O possível aumento salarial dos funcionários públicos deverá ser definido no âmbito do Orçamento Geral do Estado para 2027. Executivo esclarece que os salários são revistos anualmente de acordo com a estratégia fiscal e a capacidade financeira do Estado.

    Os funcionários públicos angolanos poderão beneficiar de um novo aumento salarial em 2027, caso sejam inscritas no próximo Orçamento Geral do Estado (OGE) as verbas necessárias para a concretização da medida.

    A previsão foi avançada em Luanda por António Estote, membro do grupo técnico do Roteiro para a Implementação da Nova Arquitectura Remuneratória da Administração Pública (RINAR), durante uma conferência de imprensa dedicada à explicação dos mecanismos e das etapas da reforma da Administração Pública.

    Segundo o responsável, a política salarial da função pública é definida anualmente no âmbito do OGE, o que significa que qualquer eventual aumento para 2027 terá de ser enquadrado na programação financeira do Estado e posteriormente submetido ao processo de aprovação orçamental.

    A informação surge num momento em que os funcionários públicos acompanham com atenção as reformas em curso na Administração Pública e aguardam por medidas capazes de melhorar o rendimento dos trabalhadores e adequar os salários às condições económicas do país.

    Importa, no entanto, fazer uma distinção: o aumento salarial para 2027 ainda não representa um valor oficialmente aprovado. Trata-se de uma previsão que dependerá das decisões a tomar durante a preparação e aprovação do OGE 2027.

    Aumento de 2026 já tinha sido aprovado

    Durante a conferência de imprensa, António Estote recordou que para 2026 foi aprovado, ainda em 2025, um incremento salarial de 10% para a função pública.

    Por essa razão, segundo a explicação apresentada pelo responsável, não são esperados novos aumentos salariais adicionais durante o actual exercício de 2026.

    A lógica apresentada pelo Executivo é que os reajustes remuneratórios não são definidos de forma automática ao longo do ano. As alterações dependem da programação financeira e das disponibilidades inscritas no Orçamento Geral do Estado.

    Assim, para 2027, a possibilidade de um novo aumento ficará ligada às decisões orçamentais que serão tomadas para o próximo exercício.

    O que significa a previsão de aumento para 2027?

    A declaração do Executivo não significa que os funcionários públicos já tenham garantido um determinado aumento salarial.

    Significa, antes, que existe a previsão de voltar a analisar a política remuneratória em 2027 e que essa possibilidade terá de ser reflectida no OGE.

    Na prática, será necessário aguardar pela proposta orçamental do Executivo e pelo respectivo processo de aprovação para saber:

    • se haverá efectivamente aumento salarial;
    • qual será a percentagem do eventual aumento;
    • quais carreiras poderão ser abrangidas;
    • quando o aumento entrará em vigor;
    • qual será o impacto financeiro da medida;
    • e se haverá alterações específicas para determinadas categorias profissionais.

    Por isso, qualquer percentagem que venha a circular antes da apresentação e aprovação do OGE 2027 deverá ser encarada com cautela, caso não exista uma confirmação oficial.

    RINAR pretende mudar a arquitectura remuneratória da Administração Pública

    A questão salarial está inserida numa reforma mais ampla da Administração Pública através do RINAR.

    O programa pretende reorganizar e harmonizar as carreiras e as remunerações dos funcionários públicos, procurando reduzir a dispersão existente no actual sistema.

    De acordo com as informações apresentadas pelo grupo técnico, existem actualmente mais de 23 diplomas relacionados com carreiras e cargos da Administração Pública.

    A reforma pretende substituir esse conjunto de instrumentos dispersos por um único decreto que estabeleça regras transversais para as carreiras e cargos da Administração Pública.

    A intenção é criar maior uniformidade no tratamento das diferentes carreiras e estabelecer uma estrutura remuneratória mais organizada.

    Uma futura tabela única de vencimentos

    Um dos objectivos associados ao processo de reforma é a criação, futuramente, de uma tabela única de vencimentos para a Administração Pública.

    A implementação dessa tabela, contudo, não deverá ser interpretada como automática.

    Segundo a explicação apresentada pelo responsável do grupo técnico, a concretização dependerá da existência ou não de impacto orçamental e da respectiva aprovação no OGE.

    Isto significa que a reforma remuneratória terá de ser acompanhada por uma avaliação das suas consequências financeiras para o Estado.

    Uma alteração profunda das carreiras e dos salários de milhares de trabalhadores exige recursos financeiros, razão pela qual o Executivo terá de compatibilizar os objectivos da reforma com a capacidade financeira do país.

    Benefícios para além do salário

    Uma das novidades apresentadas no âmbito do RINAR é a possibilidade de introdução de benefícios não pecuniários para os funcionários públicos.

    A proposta não se limita, portanto, à discussão sobre o salário mensal.

    Entre os benefícios previstos estão a possibilidade de aquisição de determinados bens e equipamentos através de prestações, o acesso a seguros de saúde e o financiamento da formação.

    Estas medidas procuram criar mecanismos complementares de valorização dos funcionários públicos.

    Na prática, um trabalhador poderá beneficiar de determinadas condições que, embora não representem directamente um aumento do salário-base, poderão reduzir algumas despesas ou facilitar o acesso a serviços e bens.

    Aquisição de bens através de prestações

    A possibilidade de aquisição de bens e equipamentos através de prestações surge como um dos mecanismos previstos no novo modelo.

    A medida poderá permitir aos funcionários públicos adquirir determinados bens sem necessidade de suportar imediatamente o custo total.

    Contudo, os detalhes sobre os bens abrangidos, as condições de acesso, os prazos, as entidades participantes e os critérios de elegibilidade terão de ser conhecidos através da regulamentação correspondente.

    Por isso, nesta fase, não se deve apresentar o mecanismo como um benefício já disponível para todos os funcionários públicos.

    Trata-se de uma componente prevista no processo de reforma que ainda depende da sua regulamentação e implementação.

    Seguro de saúde entre os benefícios previstos

    Outro ponto destacado é a possibilidade de disponibilização de seguro de saúde para os funcionários públicos.

    A inclusão deste benefício na reforma representa uma tentativa de alargar a política de valorização dos trabalhadores para além da remuneração directa.

    Um seguro de saúde pode representar uma vantagem importante para os trabalhadores e respectivas famílias, dependendo das condições de cobertura que venham a ser estabelecidas.

    No entanto, será necessário conhecer posteriormente aspectos como:

    • quem estará abrangido;
    • quais serão os serviços cobertos;
    • se o benefício incluirá familiares;
    • quais serão os prestadores;
    • quais serão as condições de utilização;
    • e como será financiado o sistema.

    Sem esses detalhes, não é possível determinar ainda o impacto concreto do benefício na vida dos funcionários.

    Formação também entra na reforma

    A formação profissional é outro dos componentes considerados no RINAR.

    O financiamento da formação poderá contribuir para melhorar as competências dos funcionários públicos e, consequentemente, a qualidade dos serviços prestados pelo Estado.

    Esta dimensão é particularmente relevante porque a modernização da Administração Pública não depende apenas da alteração dos salários.

    Também exige trabalhadores preparados para lidar com novas tecnologias, procedimentos administrativos, exigências profissionais e mudanças na prestação de serviços públicos.

    Uma política remuneratória acompanhada por formação pode, portanto, contribuir para uma Administração Pública mais qualificada.

    A política salarial será definida todos os anos

    António Estote explicou que a política remuneratória constitui um exercício permanente.

    Isso significa que a discussão sobre salários não termina com a aprovação de um determinado aumento.

    Todos os anos, o Estado precisa de avaliar a sua capacidade financeira, as prioridades económicas e sociais e as despesas que pretende assumir no exercício seguinte.

    É neste contexto que devem ser entendidas as declarações sobre 2027.

    O eventual aumento salarial não deve ser visto como uma decisão isolada, mas como parte da política orçamental do Estado.

    O papel do Orçamento Geral do Estado

    O OGE desempenha um papel central na concretização das medidas anunciadas.

    É através do orçamento que o Estado programa as suas receitas e despesas para determinado exercício.

    Quando se fala de aumento salarial na função pública, não basta existir uma intenção política.

    É necessário assegurar recursos financeiros para pagar os salários resultantes do eventual reajuste.

    Por essa razão, o aumento terá de ser inscrito no OGE 2027 e seguir o processo legal de aprovação.

    O Executivo prepara a proposta orçamental e apresenta-a à Assembleia Nacional, onde será apreciada no âmbito do processo orçamental.

    Executivo também propõe aumento da despesa pública

    Segundo António Estote, o Executivo também propõe à Assembleia Nacional o aumento da despesa pública.

    A afirmação demonstra que a definição dos salários está directamente relacionada com a gestão global das contas do Estado.

    Um aumento salarial representa uma despesa adicional e, quando envolve uma grande quantidade de funcionários, pode ter impacto significativo nas finanças públicas.

    Por isso, qualquer reajuste terá de ser analisado dentro de um quadro mais amplo que envolve receitas públicas, despesas, crescimento económico, sustentabilidade das contas públicas e prioridades do Governo.

    O que os funcionários públicos devem esperar agora?

    Para os trabalhadores da Administração Pública, a principal conclusão neste momento é simples: 2027 poderá trazer um novo aumento, mas ainda não existe uma percentagem oficialmente confirmada.

    A declaração de António Estote abre a perspectiva de uma nova revisão salarial, mas a decisão concreta dependerá do processo orçamental.

    Os funcionários deverão, por isso, acompanhar principalmente os anúncios oficiais relacionados com a preparação do OGE 2027.

    É nesse processo que deverão surgir informações mais concretas sobre os valores e as condições de eventual aumento.

    Até lá, informações divulgadas nas redes sociais com percentagens específicas devem ser verificadas antes de serem consideradas oficiais.

    Reforma pode alterar a forma como os salários são organizados

    A importância do RINAR vai além de um eventual aumento salarial.

    A reforma pretende criar uma arquitectura remuneratória mais uniforme para a Administração Pública.

    Actualmente, diferentes carreiras e sectores podem estar enquadrados por instrumentos legais distintos, o que torna o sistema mais complexo.

    A substituição de mais de duas dezenas de diplomas por um único decreto poderá simplificar as regras e facilitar a compreensão da estrutura das carreiras.

    A futura tabela única de vencimentos, caso seja aprovada e implementada, poderá representar uma mudança significativa na forma como são organizados os salários da Administração Pública.

    Uma reforma que dependerá da capacidade financeira do Estado

    O grande desafio será conciliar a reforma pretendida com os recursos disponíveis.

    A criação de uma nova arquitectura salarial pode gerar custos significativos, especialmente se implicar alterações generalizadas nas remunerações.

    É por isso que o impacto orçamental aparece como um dos elementos determinantes para a implementação da futura tabela única de vencimentos.

    A existência de uma proposta não significa automaticamente que todos os seus componentes serão executados ao mesmo tempo.

    A implementação poderá depender da disponibilidade financeira e das decisões tomadas em cada exercício orçamental.

    A questão que mais interessa aos trabalhadores

    Apesar da complexidade da reforma, existe uma pergunta que provavelmente será feita por milhares de funcionários públicos:

    Quanto vou ganhar em 2027?

    Neste momento, a resposta ainda não está definida.

    A informação divulgada pelo Executivo aponta para a possibilidade de um novo aumento salarial, mas não apresenta uma percentagem final para 2027.

    O valor terá de ser definido no processo orçamental.

    Por isso, será necessário aguardar pelos próximos passos do Governo e pela discussão do OGE 2027.

    O aumento de 2027 ainda não está aprovado

    É importante reforçar este ponto para evitar interpretações incorrectas.

    A expressão “Executivo prevê aumento salarial para a função pública em 2027” não equivale a dizer que já existe um aumento aprovado.

    Existe uma previsão e uma intenção de enquadrar a política remuneratória no próximo exercício, mas a concretização dependerá do orçamento.

    Da mesma forma, a futura tabela única de vencimentos ainda não deve ser apresentada como uma realidade já implementada.

    O processo está ligado à reforma do modelo remuneratório e dependerá das decisões orçamentais e legais necessárias.

    O que pode mudar com o RINAR?

    Se a reforma avançar conforme previsto, os funcionários públicos poderão assistir a mudanças importantes em diferentes áreas.

    Entre os principais objectivos estão:

    Harmonização das carreiras: criação de regras mais uniformes para diferentes categorias da Administração Pública.

    Reorganização salarial: construção de uma arquitectura remuneratória mais coerente.

    Futura tabela única de vencimentos: criação de uma referência comum para os salários, dependendo da avaliação e aprovação do impacto orçamental.

    Benefícios não pecuniários: introdução de mecanismos como seguro de saúde, formação financiada e aquisição de determinados bens através de prestações.

    Simplificação legislativa: substituição de mais de 23 diplomas dispersos por um único decreto para carreiras e cargos da Administração Pública.

    O que acontece em 2026?

    Para 2026, a informação apresentada pelo grupo técnico mantém como referência o aumento salarial de 10% aprovado ainda em 2025.

    Assim, de acordo com a declaração de António Estote, não estão previstos novos aumentos durante este ano.

    A discussão passa agora para 2027, quando o Executivo terá de definir as prioridades orçamentais para o novo exercício.

    Isso significa que os trabalhadores deverão distinguir entre o aumento já definido para 2026 e o aumento que poderá vir a ser aprovado para 2027.

    Uma possível mudança na relação entre salário e benefícios

    A reforma também pode representar uma mudança na forma como o Estado pensa a valorização dos funcionários.

    Tradicionalmente, quando se fala em valorização profissional, a discussão concentra-se sobretudo no salário.

    O RINAR procura acrescentar outras dimensões.

    Seguro de saúde, formação e mecanismos de aquisição de bens podem representar benefícios que complementam a remuneração.

    Isso não significa que esses benefícios substituam necessariamente o aumento salarial.

    São componentes diferentes de uma política de valorização dos trabalhadores.

    Conclusão

    O Executivo angolano prevê a possibilidade de um novo aumento salarial para os funcionários públicos em 2027, mas a medida ainda depende do Orçamento Geral do Estado.

    A informação foi avançada por António Estote, membro do grupo técnico do RINAR, durante uma conferência de imprensa realizada em Luanda.

    Para 2026, o responsável recordou que foi aprovado um aumento de 10%, ainda em 2025, razão pela qual não são esperados novos aumentos no decorrer do actual exercício.

    A discussão sobre 2027 deverá acontecer no âmbito da preparação do próximo OGE, onde serão avaliadas as despesas e a capacidade financeira do Estado.

    Ao mesmo tempo, o RINAR pretende reformular a arquitectura remuneratória da Administração Pública, harmonizando carreiras e remunerações e criando condições para uma futura tabela única de vencimentos.

    A reforma prevê ainda benefícios não pecuniários, incluindo seguro de saúde, financiamento da formação e possibilidade de aquisição de determinados bens e equipamentos através de prestações.

    Para os funcionários públicos, a expectativa fica agora centrada no OGE 2027.

    Até que exista uma decisão formal, não há ainda uma percentagem definitiva de aumento salarial para 2027.

    A única certeza, neste momento, é que o tema deverá continuar no centro da discussão sobre a valorização da função pública e sobre a reforma da Administração Pública em Angola.


    Perguntas frequentes

    Vai haver aumento salarial para a função pública em 2027?

    O Executivo prevê um novo aumento salarial em 2027, mas a sua concretização dependerá das verbas que forem inscritas e aprovadas no Orçamento Geral do Estado.

    Qual será a percentagem do aumento salarial em 2027?

    Até ao momento, não foi indicada uma percentagem definitiva. O eventual valor deverá ser definido no âmbito do processo de preparação e aprovação do OGE 2027.

    Haverá outro aumento salarial em 2026?

    Segundo António Estote, não são esperados novos aumentos em 2026, tendo em conta que foi aprovado um incremento de 10% para este ano ainda em 2025.

    O que é o RINAR?

    O RINAR é o Roteiro para a Implementação da Nova Arquitectura Remuneratória da Administração Pública, uma reforma destinada a harmonizar carreiras, cargos e remunerações da Administração Pública.

    O RINAR prevê uma tabela única de salários?

    Sim. Um dos objectivos futuros da reforma é a criação de uma tabela única de vencimentos, cuja implementação dependerá do impacto orçamental e da respectiva aprovação.

    Que benefícios além do salário estão previstos?

    Entre os benefícios não pecuniários mencionados estão a possibilidade de aquisição de bens e equipamentos através de prestações, seguro de saúde e financiamento da formação.

    Quando será conhecido o aumento salarial de 2027?

    A definição concreta deverá ficar associada ao processo de preparação, discussão e aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2027.

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