12 MAIO 2026
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que não se arrepende da decisão de retirar os Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), mesmo numa altura em que um surto de hantavírus obrigou à repatriação urgente de 18 passageiros do paquete MV Hondius para território norte-americano.
As declarações foram feitas na Sala Oval, durante um momento de tensão com jornalistas, quando Trump foi questionado sobre se a atual situação sanitária o levava a reconsiderar a saída da OMS. A resposta foi curta, direta e sem hesitações:
“Não. Estou contente.”
Trump voltou a atacar duramente a Organização Mundial de Saúde, recuperando críticas antigas relacionadas com a gestão da pandemia da Covid-19. O líder norte-americano insistiu que os Estados Unidos estavam a gastar centenas de milhões de dólares numa instituição que, segundo ele, “não tratava bem” o país.
“Estávamos a pagar 500 milhões de dólares por ano, o que é muito dinheiro, mas não nos estavam a tratar bem. Estavam a fazer diagnósticos errados”, declarou.
Num discurso carregado de acusações, Trump voltou ainda a insistir que o vírus da Covid-19 “saiu de Wuhan”, acusando, sem apresentar provas, especialistas ligados à OMS de terem sido influenciados pela China.
“Negaram-se a dizê-lo porque estavam controlados pela China”, afirmou.
As palavras do Presidente surgem num momento delicado para as autoridades sanitárias norte-americanas, depois da confirmação de um surto de hantavírus entre passageiros do navio MV Hondius. Apesar da preocupação internacional, os serviços de saúde dos EUA garantem que o risco de transmissão para a população continua “muito, muito baixo”.
Dos 18 passageiros afetados — 17 norte-americanos e um cidadão britânico residente nos EUA — dois foram encaminhados para Atlanta para avaliações adicionais, 15 encontram-se em quarentena na Universidade de Nebraska e um outro permanece internado numa unidade especial de biocontenção após testar positivo ao vírus.
O caso está já a gerar fortes debates políticos e científicos nos Estados Unidos, reacendendo críticas sobre a relação entre a administração Trump e organizações internacionais de saúde.
Enquanto isso, cresce a atenção mundial sobre a evolução do surto e sobre o impacto político das declarações explosivas do Presidente norte-americano.

