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  • Polémica no MPLA: Job Capapinha pressionado a abandonar Subcomissão de Candidaturas 14 MAIO 2026 | ANGOLA

    Polémica no MPLA: Job Capapinha pressionado a abandonar Subcomissão de Candidaturas 14 MAIO 2026 | ANGOLA

    Job Capapinha pressionado a abandonar Subcomissão de Candidaturas

    O ambiente político no seio do começa a aquecer à medida que se aproxima o IX Congresso Ordinário do partido, previsto para dezembro de 2026. No centro da mais recente polémica está , actualmente responsável pela coordenação da Subcomissão de Candidaturas ao próximo congresso partidário e que agora enfrenta uma onda crescente de críticas, pressões e questionamentos sobre a sua permanência na estrutura.

    O debate ganhou força nas redes sociais e nos bastidores políticos depois de vários militantes e observadores levantarem dúvidas sobre a imparcialidade do dirigente, devido à sua ligação à associação , organização fundada por si em agosto de 2014.

    Segundo críticos, a associação tem desenvolvido actividades vistas como promoção institucional da imagem do Presidente da República, , que também deverá concorrer à sua própria sucessão durante o conclave do partido no próximo ano. A situação está a alimentar suspeitas de eventual conflito de interesses dentro da estrutura encarregue de validar e acompanhar candidaturas ao congresso.

    De acordo com os estatutos da AMANGOLA, a organização tem como missão “promover, divulgar e defender junto das populações os símbolos nacionais e os órgãos de soberania”. Para muitos apoiantes da associação, esta definição inclui igualmente a defesa da imagem do Chefe de Estado, interpretação que agora se tornou um dos principais focos da controvérsia política.

    O tema tornou-se ainda mais sensível depois de casos recentes envolvendo activistas como e , frequentemente mencionados no debate público sobre alegados crimes de ultraje aos símbolos nacionais. Nas redes sociais, utilizadores e militantes passaram a questionar até que ponto a promoção da imagem presidencial pode ser separada da promoção política dentro do partido.

    Enquanto as críticas aumentavam, Job Capapinha decidiu reagir publicamente através das redes sociais. O dirigente rejeitou as acusações de parcialidade e afirmou existir diferença entre promover a imagem institucional do Presidente da República e promover um candidato partidário.

    “Exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente da República é diferente de exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente do MPLA, em missão da AMANGOLA”, escreveu o responsável, acrescentando ainda que os membros da associação continuarão a utilizar camisolas com a imagem do Chefe de Estado.

    As declarações, porém, acabaram por intensificar ainda mais o debate político. O jornalista foi uma das vozes mais críticas e alertou para possíveis consequências políticas e jurídicas caso o assunto continue a gerar contestação dentro do partido.

    Segundo Jorge Eurico, “se houver vontade e visão política, este congresso pode vir a ser impugnado”. O jornalista argumenta que a posição de Job Capapinha fragiliza a percepção de neutralidade exigida a quem dirige uma subcomissão tão sensível dentro do processo congressual.

    Para o analista, as recentes declarações do dirigente deixam espaço para interpretações sobre uma eventual mistura entre funções de Estado, interesses partidários e promoção de candidaturas internas, cenário que poderá alimentar futuras contestações por parte de potenciais candidatos.

    Nos bastidores políticos, começam igualmente a surgir referências aos nomes de e , apontados como possíveis figuras que poderão questionar formalmente a composição e direcção da Subcomissão de Candidaturas.

    Analistas entendem que o episódio revela não apenas divisões internas dentro do partido governante, mas também o aumento da pressão política à medida que o congresso do MPLA se aproxima. Para muitos observadores, os próximos meses poderão ser decisivos para medir o nível de tensão, influência e disputa interna dentro da principal força política angolana.

    Entretanto, nas redes sociais, o tema continua a dominar debates entre militantes, jornalistas e activistas, num momento em que cresce a discussão pública sobre imparcialidade institucional, separação entre Estado e partido e transparência nos processos internos das organizações políticas em Angola.

  • 13 de Maio de 2026 | AngolaAssessoria de Higino Carneiro questiona apoio do Bureau Político do MPLA à recandidatura de João Lourenço

    13 de Maio de 2026 | AngolaAssessoria de Higino Carneiro questiona apoio do Bureau Político do MPLA à recandidatura de João Lourenço


    A assessoria do pré-candidato à presidência do MPLA, Higino Carneiro, manifestou reservas quanto ao apoio declarado pelo Bureau Político do partido à recandidatura de João Lourenço, considerando que a posição do órgão levanta dúvidas sobre a legalidade e a ética do procedimento adoptado no contexto da disputa interna pela liderança partidária.
    As declarações foram feitas por Paulo Guimarães, assessor do general na reforma e antigo governante angolano, em reacção ao anúncio oficial da recandidatura de João Lourenço à presidência do MPLA, no âmbito do IX Congresso Ordinário da formação política, previsto para o mês de Dezembro.
    Segundo Paulo Guimarães, a entrada de João Lourenço na corrida interna “já era um cenário previsível” e não altera a estratégia da candidatura de Higino Carneiro, cujo processo de recolha de assinaturas continua a decorrer dentro dos prazos estabelecidos pelos regulamentos do partido.
    “O presidente João Lourenço concorrer era um cenário que sempre esteve contemplado na nossa estratégia. Não é algo estranho para nós e acreditamos que esta corrida será muito interessante”, afirmou o assessor, em declarações à agência Lusa.
    A candidatura de João Lourenço foi formalizada na segunda-feira pelo deputado do MPLA João de Almeida Martins, conhecido politicamente como “Jú Martins”, através da entrega de 11.118 assinaturas à comissão de candidaturas do partido.
    Horas antes, o Bureau Político do MPLA havia tornado público o seu “apoio incondicional” ao actual líder partidário e Presidente da República, posição que está agora a ser contestada pela equipa de Higino Carneiro.
    Paulo Guimarães argumenta que o posicionamento do órgão partidário merece avaliação por parte das instâncias competentes.
    “Não foi uma declaração de apoio individual, mas sim o apoio de um órgão do partido. Não sabemos se o procedimento é legal ou ético e esperamos que as instâncias competentes avaliem se tudo está conforme”, declarou.
    Apesar das reservas expressas em relação ao posicionamento do Bureau Político, a assessoria garante que a candidatura de Higino Carneiro continua concentrada na preparação do processo eleitoral interno e na recolha das subscrições exigidas para a formalização da candidatura.
    De acordo com Paulo Guimarães, o processo decorre “com normalidade”, embora tenha registado alguns atrasos devido à introdução de novos formulários pela comissão de candidaturas, situação que obrigou à repetição de parte do trabalho anteriormente realizado.
    A equipa do pré-candidato pretende apresentar um número de assinaturas superior ao mínimo exigido pelos estatutos do partido, como forma de prevenir possíveis irregularidades administrativas ou exclusões no processo de validação.
    A assessoria apelou ainda aos militantes do MPLA para acompanharem e fiscalizarem atentamente o processo interno, defendendo que o actual momento representa “um marco histórico” para o partido, numa fase em que várias figuras políticas demonstraram intenção de disputar a liderança da organização.
    Além de Higino Carneiro e João Lourenço, também José Carlos Almeida, António Venâncio e Irene Neto já manifestaram interesse em concorrer à presidência do MPLA.
    Segundo os regulamentos internos do partido, os candidatos devem apresentar, no mínimo, 5.000 assinaturas válidas de militantes em pleno gozo dos seus direitos estatutários, incluindo pelo menos 250 subscrições em cada uma das 21 províncias de Angola.

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