Dívida de Angola com a China reduz para USD 12,9 mil milhões
28 MAIO 2026 | ANGOLA
A dívida de Angola com a China reduziu para 12,9 mil milhões de dólares até ao final de 2025, segundo informações divulgadas esta quarta-feira, em Luanda, pelo embaixador da China em Angola. A revelação surge num momento em que o país procura aliviar a pressão da dívida externa e recuperar maior margem financeira para investimentos internos.
De acordo com o diplomata chinês, o valor poderá baixar ainda mais nos próximos tempos, aproximando-se dos 11 mil milhões de dólares, à medida que Angola continua a cumprir os compromissos assumidos no âmbito dos acordos financeiros entre os dois países.
Redução representa alívio para as contas públicas
A diminuição da dívida é vista por analistas económicos como um sinal positivo para a estabilidade financeira do país. Durante vários anos, a China foi o principal credor bilateral de Angola, financiando grandes projectos de reconstrução nacional, infra-estruturas, energia, estradas e habitação.
Com a redução gradual da dívida, o Estado angolano ganha algum espaço para reorganizar as finanças públicas, reduzir encargos com juros e reforçar áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e apoio à produção nacional.
China continua como parceiro estratégico de Angola
Apesar da redução da dívida, a relação entre Angola e China mantém-se estratégica. Os dois países continuam ligados por fortes acordos de cooperação económica e comercial, sobretudo nos sectores do petróleo, construção civil, mineração e telecomunicações.
A China tem sido um dos maiores parceiros comerciais de Angola nas últimas décadas, desempenhando um papel importante no financiamento de vários projectos estruturantes após o fim da guerra civil.
Possível redução para USD 11 mil milhões
Segundo o embaixador chinês, caso o ritmo de pagamentos e renegociações continue dentro das previsões actuais, a dívida poderá cair para cerca de 11 mil milhões de dólares nos próximos períodos.
A expectativa gera algum optimismo entre economistas e observadores, que defendem maior prudência na contratação de novos empréstimos externos, de forma a evitar um novo ciclo de dependência financeira.
Debate sobre sustentabilidade da dívida continua
Embora os números indiquem uma melhoria, especialistas alertam que Angola ainda enfrenta desafios significativos relacionados com a sustentabilidade da dívida pública e a necessidade de diversificação da economia.
Nos últimos anos, o Governo angolano tem procurado reduzir a dependência do petróleo e aumentar receitas em sectores como agricultura, indústria transformadora e turismo, numa tentativa de fortalecer a economia nacional.
Perspectivas económicas
A redução da dívida com a China poderá melhorar a imagem financeira de Angola junto de investidores internacionais e instituições multilaterais. No entanto, economistas sublinham que o verdadeiro impacto dependerá da capacidade do país em transformar esse alívio financeiro em crescimento económico sustentável e melhoria das condições de vida da população.









