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  • 13 de Maio de 2026 | AngolaAssessoria de Higino Carneiro questiona apoio do Bureau Político do MPLA à recandidatura de João Lourenço

    13 de Maio de 2026 | AngolaAssessoria de Higino Carneiro questiona apoio do Bureau Político do MPLA à recandidatura de João Lourenço


    A assessoria do pré-candidato à presidência do MPLA, Higino Carneiro, manifestou reservas quanto ao apoio declarado pelo Bureau Político do partido à recandidatura de João Lourenço, considerando que a posição do órgão levanta dúvidas sobre a legalidade e a ética do procedimento adoptado no contexto da disputa interna pela liderança partidária.
    As declarações foram feitas por Paulo Guimarães, assessor do general na reforma e antigo governante angolano, em reacção ao anúncio oficial da recandidatura de João Lourenço à presidência do MPLA, no âmbito do IX Congresso Ordinário da formação política, previsto para o mês de Dezembro.
    Segundo Paulo Guimarães, a entrada de João Lourenço na corrida interna “já era um cenário previsível” e não altera a estratégia da candidatura de Higino Carneiro, cujo processo de recolha de assinaturas continua a decorrer dentro dos prazos estabelecidos pelos regulamentos do partido.
    “O presidente João Lourenço concorrer era um cenário que sempre esteve contemplado na nossa estratégia. Não é algo estranho para nós e acreditamos que esta corrida será muito interessante”, afirmou o assessor, em declarações à agência Lusa.
    A candidatura de João Lourenço foi formalizada na segunda-feira pelo deputado do MPLA João de Almeida Martins, conhecido politicamente como “Jú Martins”, através da entrega de 11.118 assinaturas à comissão de candidaturas do partido.
    Horas antes, o Bureau Político do MPLA havia tornado público o seu “apoio incondicional” ao actual líder partidário e Presidente da República, posição que está agora a ser contestada pela equipa de Higino Carneiro.
    Paulo Guimarães argumenta que o posicionamento do órgão partidário merece avaliação por parte das instâncias competentes.
    “Não foi uma declaração de apoio individual, mas sim o apoio de um órgão do partido. Não sabemos se o procedimento é legal ou ético e esperamos que as instâncias competentes avaliem se tudo está conforme”, declarou.
    Apesar das reservas expressas em relação ao posicionamento do Bureau Político, a assessoria garante que a candidatura de Higino Carneiro continua concentrada na preparação do processo eleitoral interno e na recolha das subscrições exigidas para a formalização da candidatura.
    De acordo com Paulo Guimarães, o processo decorre “com normalidade”, embora tenha registado alguns atrasos devido à introdução de novos formulários pela comissão de candidaturas, situação que obrigou à repetição de parte do trabalho anteriormente realizado.
    A equipa do pré-candidato pretende apresentar um número de assinaturas superior ao mínimo exigido pelos estatutos do partido, como forma de prevenir possíveis irregularidades administrativas ou exclusões no processo de validação.
    A assessoria apelou ainda aos militantes do MPLA para acompanharem e fiscalizarem atentamente o processo interno, defendendo que o actual momento representa “um marco histórico” para o partido, numa fase em que várias figuras políticas demonstraram intenção de disputar a liderança da organização.
    Além de Higino Carneiro e João Lourenço, também José Carlos Almeida, António Venâncio e Irene Neto já manifestaram interesse em concorrer à presidência do MPLA.
    Segundo os regulamentos internos do partido, os candidatos devem apresentar, no mínimo, 5.000 assinaturas válidas de militantes em pleno gozo dos seus direitos estatutários, incluindo pelo menos 250 subscrições em cada uma das 21 províncias de Angola.

  • A ERA DA CONFUSÃO DIGITAL: A IMAGEM “IMPOSSÍVEL” DE MICHAEL JACKSON QUE ESTÁ A DIVIDIR A INTERNET

    A ERA DA CONFUSÃO DIGITAL: A IMAGEM “IMPOSSÍVEL” DE MICHAEL JACKSON QUE ESTÁ A DIVIDIR A INTERNET

    Uma imagem misteriosa atribuída ao lendário está a provocar uma verdadeira tempestade nas redes sociais. Milhares de pessoas observam a fotografia sem conseguir chegar a uma conclusão definitiva: será real ou criada por Inteligência Artificial?

    E talvez essa seja precisamente a parte mais assustadora.

    Nos últimos anos, a evolução da Inteligência Artificial ultrapassou aquilo que muitos consideravam impossível. Hoje, algoritmos conseguem reproduzir rostos humanos com um nível de detalhe quase perfeito, criar vozes indistinguíveis das reais e gerar vídeos tão convincentes que desafiam completamente a percepção humana.

    A imagem viral de Michael Jackson tornou-se mais do que uma simples publicação de entretenimento. Transformou-se num símbolo de uma nova era — uma era em que a verdade visual começa lentamente a desaparecer.

    QUANDO OS OLHOS JÁ NÃO CONSEGUEM IDENTIFICAR A VERDADE

    Durante décadas, as fotografias e os vídeos eram considerados provas quase absolutas da realidade. Ver algo com os próprios olhos significava acreditar. Mas actualmente, essa confiança está a ser destruída diante da nossa própria geração.

    O problema deixou de ser apenas tecnológico. Tornou-se psicológico, social e até filosófico.

    Se uma simples imagem consegue gerar dúvidas globais, o que acontecerá quando surgirem vídeos políticos falsos? Declarações manipuladas? Catástrofes simuladas? Pessoas “ressuscitadas” digitalmente?

    A internet entrou numa fase em que qualquer conteúdo pode parecer autêntico.

    E o mais preocupante é que a população está a começar a perder a capacidade de distinguir o real do artificial.

    A GERAÇÃO QUE VAI DESCONFIAR DE TUDO

    Especialistas em tecnologia já alertam para um fenómeno perigoso: a normalização da dúvida absoluta.

    No futuro, poderemos assistir a acontecimentos reais e rejeitá-los automaticamente, acreditando que são apenas mais uma criação de IA. Isso poderá afectar investigações criminais, conflitos internacionais, provas judiciais e até situações de emergência.

    Imagina alguém filmar um fenómeno inexplicável no céu. Imagina um desastre real ser transmitido em directo. Imagina uma revelação histórica acontecer diante das câmaras.

    Quantas pessoas irão acreditar?

    A pergunta já não é “a IA consegue criar isto?” A pergunta passou a ser: “Será que ainda conseguimos reconhecer a realidade?”

    O PERIGO NÃO É A TECNOLOGIA… É A CONFUSÃO

    A Inteligência Artificial, por si só, não é o inimigo. Ela representa uma das maiores evoluções da humanidade, capaz de revolucionar a medicina, a educação, o cinema e a comunicação.

    O verdadeiro perigo começa quando a humanidade perde completamente os mecanismos para validar a verdade.

    A imagem viral de Michael Jackson pode parecer apenas mais um momento curioso da internet, mas ela representa algo muito maior: o início de uma crise global de percepção.

    Talvez estejamos a ser preparados para viver num mundo onde tudo pode ser fabricado. Talvez o objectivo seja exactamente esse: confundir-nos lentamente até deixarmos de confiar nos nossos próprios sentidos.

    O FUTURO JÁ CHEGOU

    A fronteira entre realidade e Inteligência Artificial nunca esteve tão frágil.

    E enquanto milhões discutem se a imagem de Michael Jackson é verdadeira ou falsa, uma questão silenciosa cresce no centro desta nova era digital:

    Quando chegar o dia em que algo extraordinário acontecer realmente diante de nós… será que ainda vamos acreditar?


    Por João Bartolomeu Callawey Investigador independente da cultura linguística angolana e comunicação digital. Wikipedia ✍️ Artigo original para publicação digital
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  • ÚLTIMA HORA | TRUMP NÃO SE ARREPENDE DE TER RETIRADO OS EUA DA OMS: “ESTOU CONTENTE”

    ÚLTIMA HORA | TRUMP NÃO SE ARREPENDE DE TER RETIRADO OS EUA DA OMS: “ESTOU CONTENTE”

    12 MAIO 2026

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que não se arrepende da decisão de retirar os Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), mesmo numa altura em que um surto de hantavírus obrigou à repatriação urgente de 18 passageiros do paquete MV Hondius para território norte-americano.

    As declarações foram feitas na Sala Oval, durante um momento de tensão com jornalistas, quando Trump foi questionado sobre se a atual situação sanitária o levava a reconsiderar a saída da OMS. A resposta foi curta, direta e sem hesitações:

    “Não. Estou contente.”

    Trump voltou a atacar duramente a Organização Mundial de Saúde, recuperando críticas antigas relacionadas com a gestão da pandemia da Covid-19. O líder norte-americano insistiu que os Estados Unidos estavam a gastar centenas de milhões de dólares numa instituição que, segundo ele, “não tratava bem” o país.

    “Estávamos a pagar 500 milhões de dólares por ano, o que é muito dinheiro, mas não nos estavam a tratar bem. Estavam a fazer diagnósticos errados”, declarou.

    Num discurso carregado de acusações, Trump voltou ainda a insistir que o vírus da Covid-19 “saiu de Wuhan”, acusando, sem apresentar provas, especialistas ligados à OMS de terem sido influenciados pela China.

    “Negaram-se a dizê-lo porque estavam controlados pela China”, afirmou.

    As palavras do Presidente surgem num momento delicado para as autoridades sanitárias norte-americanas, depois da confirmação de um surto de hantavírus entre passageiros do navio MV Hondius. Apesar da preocupação internacional, os serviços de saúde dos EUA garantem que o risco de transmissão para a população continua “muito, muito baixo”.

    Dos 18 passageiros afetados — 17 norte-americanos e um cidadão britânico residente nos EUA — dois foram encaminhados para Atlanta para avaliações adicionais, 15 encontram-se em quarentena na Universidade de Nebraska e um outro permanece internado numa unidade especial de biocontenção após testar positivo ao vírus.

    O caso está já a gerar fortes debates políticos e científicos nos Estados Unidos, reacendendo críticas sobre a relação entre a administração Trump e organizações internacionais de saúde.

    Enquanto isso, cresce a atenção mundial sobre a evolução do surto e sobre o impacto político das declarações explosivas do Presidente norte-americano.

  • O Rastro do Dinheiro Que Compra Nações

    O Rastro do Dinheiro Que Compra Nações

    Uma investigação na Hungria. Transferências milionárias. O objetivo? Financiar campanhas eleitorais na América do Sul, como a do Chile. Mas isso é apenas a ponta do iceberg.

    Nos bastidores da política internacional, cresce a suspeita de que estamos diante de uma operação muito maior, silenciosa e extremamente organizada. Documentos, movimentações financeiras e ligações entre grupos políticos estão a levantar questões inquietantes sobre o verdadeiro poder por trás das democracias modernas.

    O que estamos presenciando é a orquestração de um plano global pela ultradireita, onde as nações são apenas peões em um tabuleiro de xadrez mais vasto. O financiamento não é ideológico, é estratégico. Eles estão comprando influência, comprando governos, comprando o nosso futuro.

    Especialistas alertam que o fenómeno já ultrapassa fronteiras e pode estar ligado a redes internacionais de apoio político, manipulação de opinião pública e financiamento oculto de campanhas eleitorais. Enquanto cidadãos discutem eleições nas redes sociais, milhões circulam silenciosamente entre fundações, empresários, organizações e estruturas políticas espalhadas pelo mundo.

    A pergunta que começa agora a ecoar em vários países é perturbadora: quem realmente escolhe os líderes mundiais? O povo… ou os grupos que controlam o dinheiro?

    Relatórios preliminares indicam que certos financiamentos podem ter sido canalizados através de estruturas difíceis de rastrear, aumentando ainda mais o mistério em torno das verdadeiras intenções por detrás destas operações.

    Quem são os verdadeiros arquitetos? Quem financia? Quem protege? E até onde esse poder consegue chegar sem ser travado?

    O silêncio de algumas instituições internacionais apenas aumenta a desconfiança e alimenta teorias sobre uma possível reconfiguração do poder global nos bastidores.

    Uma coisa é certa: o jogo político internacional tornou-se mais obscuro, mais agressivo e muito mais perigoso do que a maioria imagina.

    Corrupção, Global, Elite, Política Financiamento oculto, Plano Mundial, Orquestração Política

  • TENSÃO NOS EUA: SUSPEITO DE TENTAR MATAR TRUMP DECLARA-SE INOCENTE

    TENSÃO NOS EUA: SUSPEITO DE TENTAR MATAR TRUMP DECLARA-SE INOCENTE

    O caso que está a abalar os Estados Unidos ganhou um novo capítulo explosivo esta segunda-feira. Cole Allen, de 31 anos, acusado de tentar assassinar o Presidente norte-americano Donald Trump durante um jantar com correspondentes da Casa Branca, declarou-se inocente perante o tribunal.

    Segundo informações avançadas pela Reuters, o suspeito permaneceu em silêncio durante a audiência, deixando toda a sua defesa nas mãos do advogado. Além da alegada tentativa de homicídio contra Trump, Cole Allen enfrenta também acusações de agressão a um agente federal — um detalhe que agrava ainda mais o processo judicial.

    As autoridades norte-americanas admitem que, caso seja condenado, o acusado poderá enfrentar prisão perpétua.

    O incidente reacendeu o debate sobre o aumento da violência política nos Estados Unidos e levantou fortes preocupações sobre a segurança presidencial. Donald Trump já reagiu ao caso, elogiando a rápida atuação do Serviço Secreto, ao mesmo tempo que insinuou possíveis mudanças nos protocolos de proteção da Casa Branca.

    Num país cada vez mais dividido politicamente, este episódio promete intensificar ainda mais o clima de tensão que domina a corrida política norte-americana.

  • OS DEUSES SOMBRIOS DA ELITE: O RITUAL DE SANGUE NUNCA ACABOU

    OS DEUSES SOMBRIOS DA ELITE: O RITUAL DE SANGUE NUNCA ACABOU

    Esta imagem não é mitologia; é o organograma da elite global. Um mapa simbólico de crenças antigas que, segundo muitas teorias e interpretações ocultistas, continuam presentes nos bastidores do poder mundial.

    Moloque, o touro de bronze que exige o sacrifício de crianças no fogo. Baal, o rei da tormenta que se alimenta de sangue. Saturno/Cronos, o devorador do tempo e da consciência, simbolizado pelo anel e pelo cubo preto. Símbolos antigos que atravessaram civilizações, religiões e impérios, permanecendo vivos em narrativas, rituais e estruturas de poder ocultas ao olhar comum.

    A elite não adora o Deus que você conhece. Eles prestam homenagem a essas entidades ancestrais em rituais ocultos, trocando a nossa energia e a vida de inocentes por poder, influência e controlo absoluto. Para muitos investigadores independentes, estes símbolos não aparecem por acaso em grandes corporações, cerimónias, filmes, videoclipes e eventos globais. Tudo faria parte de uma linguagem silenciosa, compreendida apenas pelos que pertencem aos círculos internos do poder.

    Eles são a “Identidade da Sombra”, os verdadeiros governantes que operam fora da nossa percepção, manipulando sistemas políticos, económicos, culturais e mediáticos enquanto o mundo permanece distraído. O culto nunca desapareceu; apenas mudou de forma, adaptando-se aos tempos modernos e escondendo-se atrás de instituições respeitadas, entretenimento e influência global.

    O que muitos chamam de coincidência, outros veem como sinais repetidos de uma engenharia espiritual e psicológica cuidadosamente construída ao longo dos séculos.

    ocultismo, elite, sombria, moloque, baal saturno, Callawey

  • A CONEXÃO SINISTRA: DO FAST-FOOD AO HOSPITAL INFANTIL

    A CONEXÃO SINISTRA: DO FAST-FOOD AO HOSPITAL INFANTIL

    Por que a maior rede de fast-food do mundo, que não possui uma única fazenda de gado, é dona de hospitais infantis? A resposta é mais perturbadora do que imagina.

    Eles criam o problema e, depois, vendem a “solução”. Saturam as crianças com alimentos processados, viciantes e doentios, alimentando uma epidemia de doenças silenciosas que cresce diante dos olhos da sociedade. E então, recebem-nas nos seus “hospitais”, completando o ciclo de lucro e controlo.

    É a maior operação de “criar dependência e vender cura” da história, visando os mais vulneráveis. Um sistema onde o consumo excessivo é incentivado desde a infância, enquanto as consequências para a saúde são tratadas como um negócio milionário.

    O Ronald McDonald não é apenas um palhaço; é o rosto de um sistema que se alimenta da saúde das crianças, transformando marketing em manipulação emocional e consumo em dependência.

    #mcdonalds #fastfood #saudeinfantil #qcontrolepopulacional #farsa

  • A Digitalização do Dinheiro e os Limites da Liberdade Financeira no Século XXI

    A Digitalização do Dinheiro e os Limites da Liberdade Financeira no Século XXI

    Entre a inovação tecnológica e o controlo social

    Nas últimas décadas, o mundo assistiu a uma transformação acelerada da economia global impulsionada pela tecnologia digital. O dinheiro físico, durante séculos considerado símbolo de autonomia individual e liberdade económica, começa gradualmente a ceder espaço às moedas digitais e aos sistemas financeiros electrónicos controlados por instituições centrais. Dentro deste cenário, a China surge como um dos principais laboratórios mundiais da nova economia digital através da implementação do yuan digital.

    Embora muitos governos apresentem esta transição como um avanço inevitável da modernidade, cresce igualmente um debate internacional em torno das implicações éticas, políticas e sociais associadas ao controlo digital do dinheiro.

    A questão central já não é apenas tecnológica. Trata-se, acima de tudo, de compreender até que ponto a digitalização financeira poderá afectar a privacidade, a autonomia individual e a própria liberdade económica dos cidadãos.

    O nascimento das moedas digitais estatais

    As chamadas CBDCs — Central Bank Digital Currencies — representam moedas digitais emitidas directamente pelos bancos centrais dos países. Diferentemente das criptomoedas descentralizadas, como o , as CBDCs são totalmente supervisionadas pelas autoridades monetárias nacionais.

    Segundo relatórios internacionais recentes, mais de 130 países estudam ou desenvolvem modelos semelhantes de moeda digital estatal, demonstrando que esta tendência deixou de ser uma possibilidade distante para se tornar uma realidade concreta da nova ordem financeira global.

    A China, através do yuan digital, posiciona-se como uma das experiências mais avançadas neste domínio. O sistema permite rastreamento detalhado de transacções, monitorização de padrões de consumo e integração directa entre sistema financeiro e plataformas digitais.

    Para alguns especialistas, estas ferramentas podem melhorar a eficiência económica, reduzir fraudes e facilitar pagamentos instantâneos. No entanto, outros alertam para os riscos de centralização excessiva do poder financeiro nas mãos do Estado.

    Dinheiro programável: conveniência ou controlo?

    Um dos pontos mais debatidos actualmente é o conceito de “dinheiro programável”. Em teoria, esta tecnologia permite definir regras específicas para a utilização do dinheiro digital, incluindo limites geográficos, tipos de compra autorizados e até prazos de validade para determinados fundos.

    Sob uma perspectiva económica, governos poderiam utilizar estes mecanismos para estimular o consumo durante crises financeiras. Porém, sob uma análise sociopolítica mais profunda, surgem preocupações legítimas sobre o potencial uso destas ferramentas como instrumentos de controlo social.

    Se o dinheiro puder ser programado, bloqueado ou condicionado, até onde permanecerá a liberdade financeira individual?

    A discussão torna-se ainda mais relevante numa era em que dados pessoais passaram a possuir valor estratégico equivalente ao próprio petróleo no século XX.

    Vigilância digital e sociedade contemporânea

    O avanço tecnológico trouxe benefícios inegáveis à humanidade. Contudo, também abriu espaço para sistemas de vigilância sem precedentes na história moderna.

    Actualmente, plataformas digitais, redes sociais, sistemas bancários e dispositivos móveis recolhem diariamente quantidades massivas de informação sobre os hábitos humanos. Dentro deste contexto, a integração entre identidade digital, sistema financeiro e inteligência artificial poderá criar estruturas de monitorização extremamente sofisticadas.

    Diversos analistas defendem que o grande desafio do século XXI será encontrar equilíbrio entre inovação tecnológica e preservação das liberdades fundamentais.

    O debate não deve ser reduzido a teorias conspirativas nem a discursos alarmistas sem base factual. Pelo contrário, exige análise crítica, pensamento académico e participação consciente da sociedade civil.

    A importância do pensamento crítico na era digital

    Num mundo cada vez mais automatizado, a capacidade de questionar sistemas, compreender estruturas de poder e analisar tendências tecnológicas torna-se essencial.

    A discussão sobre moedas digitais não é apenas financeira. Ela envolve filosofia política, direitos civis, economia, tecnologia, privacidade e soberania individual.

    Por isso, é fundamental que jornalistas, investigadores, criadores de conteúdo e cidadãos em geral acompanhem criticamente estas transformações globais, evitando tanto o extremismo alarmista quanto a aceitação passiva de qualquer modelo tecnológico.

    A tecnologia deve servir a humanidade — e não transformar a humanidade num simples conjunto de dados controláveis.

    Considerações finais

    O futuro do dinheiro poderá redefinir profundamente as relações entre Estado, economia e liberdade individual. As moedas digitais estatais representam uma das maiores mudanças estruturais da história financeira contemporânea e exigem debate público sério, transparente e multidisciplinar.

    Mais do que aceitar ou rejeitar a inovação, o verdadeiro desafio está em garantir que o progresso tecnológico não comprometa direitos fundamentais conquistados ao longo de séculos.

    No fim, a pergunta permanece aberta:
    estamos diante da evolução natural da economia digital… ou do início de uma nova arquitectura global de controlo?


    Autor: João Domingos Bartolomeu “Callawey”
    Investigador independente, criador de conteúdo digital e observador de fenómenos sociotecnológicos contemporâneos.

  • “BAZAR”: A Palavra Angolana que Conquistou o Português Moderno

    “BAZAR”: A Palavra Angolana que Conquistou o Português Moderno


    Origem, significado e evolução cultural de uma expressão nascida em Angola e usada também em Portugal
    Por João Domingos Bartolomeu “Callawey”
    A língua portuguesa falada em Angola possui uma riqueza cultural extraordinária. Entre expressões populares, influências africanas e adaptações urbanas, muitas palavras nasceram no quotidiano angolano e acabaram por atravessar fronteiras. Uma dessas palavras é “bazar”. Ler também Biografia de Boy-negro

    A PALAVRA “BAZAR” TEM DUAS HISTÓRIAS: DO KIMBUNDU AO PORTUGUÊS


    Hoje, ouvir alguém dizer “já vou bazar” tornou-se algo comum não apenas em Angola, mas também em Portugal, especialmente entre os jovens e em contextos informais. Apesar de muitos utilizarem a palavra diariamente, poucos conhecem a sua verdadeira origem e o peso cultural que ela carrega.
    O que significa “bazar”?
    Na linguagem popular, bazar significa simplesmente:
    ir,
    sair,
    abandonar um lugar,
    partir.
    É uma expressão usada de forma descontraída e informal no dia-a-dia.
    Exemplos:
    “Já vou bazar para casa.”
    “Vamos bazar daqui antes do trânsito.”
    “Eles bazaram cedo da festa.”
    A palavra transmite frequentemente a ideia de movimento rápido, decisão ou saída imediata.

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    A origem africana da palavra
    Embora muitas pessoas pensem que “bazar” seja apenas uma gíria moderna, a verdade é que a palavra possui raízes africanas profundas.
    A sua origem está associada ao kimbundu, uma das principais línguas nacionais de Angola. Deriva do termo:
    kubaza
    que significa:
    “romper”, “sair com ímpeto” ou “partir rapidamente”.
    Ao longo do tempo, a expressão foi absorvida pela linguagem urbana angolana e acabou integrada naturalmente no português falado nas ruas, nos bairros, na música e nas conversas do quotidiano.
    A influência angolana no português moderno
    Angola teve — e continua a ter — uma forte influência na evolução do português contemporâneo, sobretudo através da música, migração, cultura urbana e convivência histórica entre povos.
    Palavras como:
    bué,
    cota,
    mambo,
    candengue,
    kota,
    gasosa,
    já fazem parte do vocabulário informal de milhares de falantes da língua portuguesa.
    “Bazar” tornou-se um dos exemplos mais claros dessa influência cultural angolana no espaço lusófono.
    De Angola para Portugal
    Com o passar dos anos, a palavra começou também a ganhar força em Portugal, especialmente entre jovens, artistas, músicos e utilizadores das redes sociais.
    Actualmente, em muitas cidades portuguesas, é perfeitamente normal ouvir:
    “Vou bazar.”
    Mesmo pessoas que desconhecem a origem africana da expressão acabam por utilizá-la naturalmente no seu discurso diário.
    Este fenómeno demonstra como a língua portuguesa está em constante transformação, sendo enriquecida pelas contribuições culturais dos povos que a falam.
    Conjugação popular do verbo “bazar”
    No uso informal angolano e popular:
    Eu bazo
    Tu bazas
    Ele/Ela baza
    Nós bazamos
    Vós bazais
    Eles/Elas bazam
    Embora seja uma conjugação de uso coloquial, ela tornou-se amplamente reconhecida na oralidade urbana.
    Muito mais do que uma gíria
    “Bazar” não é apenas uma palavra. É também um símbolo da influência cultural angolana dentro da língua portuguesa moderna.
    Cada expressão popular carrega histórias, identidade, convivência e memória colectiva. Quando uma palavra atravessa fronteiras e passa a ser usada noutros países, ela deixa de pertencer apenas a um lugar — transforma-se num património cultural vivo.
    Num mundo cada vez mais digital, preservar e explicar a origem destas palavras é também uma forma de valorizar a identidade linguística africana e reconhecer a contribuição de Angola para o português contemporâneo.
    Conclusão
    A palavra “bazar” representa a força da cultura popular angolana e a capacidade das línguas africanas influenciarem o português moderno.
    Da raiz kimbundu kubaza até às ruas de Luanda e Lisboa, esta expressão tornou-se parte da comunicação diária de milhares de pessoas.
    Mais do que uma simples gíria, “bazar” é prova viva de que a língua portuguesa continua em movimento — alimentada pelas vozes, culturas e experiências dos povos que a falam.
    Artigo de autoria de João Domingos Bartolomeu “Callawey”
    Investigador independente da cultura linguística angolana e comunicação digital.

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  • AMAZONAS vs NILO: OS DOIS RIOS QUE DESAFIAM A GRANDIOSIDADE DA TERRA

    Durante décadas, o mundo debateu uma pergunta fascinante: qual é o rio mais impressionante do planeta?

    De um lado está o Rio Nilo, considerado tradicionalmente o mais longo da Terra, com cerca de 6.650 quilómetros. Ele atravessa o nordeste de África e foi essencial para o nascimento de uma das civilizações mais poderosas da História: o Antigo Egito. Sem o Nilo, provavelmente os faraós nunca teriam construído o império que marcou a humanidade.

    Do outro lado surge o gigantesco Rio Amazonas, um verdadeiro colosso da natureza. Embora o seu comprimento ainda gere debates entre cientistas, existe algo que ninguém contesta: o Amazonas é o rio mais poderoso do mundo em volume de água.

    A sua força é tão absurda que despeja mais água no oceano do que os sete maiores rios do planeta juntos. Sim, juntos.

    Além disso, o Amazonas atravessa a maior floresta tropical da Terra, uma região considerada o “pulmão verde” do planeta e habitat de milhões de espécies animais e vegetais.

    Ler também: Será que existe alguém aqui na terra com o nome Jeová?

    Curiosidade impressionante:
    Enquanto a maioria dos rios corre em direcção ao sul, o Nilo faz exactamente o contrário: flui para o norte, algo raro na geografia mundial. Já o Amazonas nasce na Cordilheira dos Andes e percorre milhares de quilómetros até desaguar no Oceano Atlântico.

    Dois rios. Dois continentes. Dois gigantes naturais que continuam a surpreender cientistas e a desafiar recordes até hoje.

    E para si: qual merece o título de rei dos rios? 

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    📚 Fontes:
    National Geographic
    Enciclopédia Britânica

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